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Aplicativo do Claude, robô de inteligência artificial desenvolvido pela Anthropic. (Anthropic/Divulgação)
Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 14 de setembro de 2026 às 09h59.
RESUMO | A Anthropic informou a investidores que terá lucro operacional ajustado positivo neste trimestre, o segundo consecutivo, antes do IPO da dona do Claude. Segundo fontes ouvidas pelo Financial Times, a empresa tem margens brutas superiores a 80%, antes da receita compartilhada com parceiros e dos custos de treinamento. A companhia escolheu a Nasdaq e pode alcançar avaliação de US$ 2 trilhões.
A Anthropic, dona do Claude, informou aos investidores que terá lucro operacional ajustado positivo neste trimestre — o segundo consecutivo —, em movimento para conter preocupações sobre a intensa queima de caixa de empresas de inteligência artificial (IA) de fronteira, antes de sua esperada oferta pública inicial de ações (IPO).
A informação foi dada a um pequeno grupo de acionistas, segundo pessoas com conhecimento do assunto ouvidas pelo Financial Times.
A métrica citada pela empresa exclui custos como remuneração baseada em ações. Segundo duas dessas fontes, as margens brutas da Anthropic estão acima de 80%, antes de considerar a receita compartilhada com parceiros de distribuição, como a Amazon, e o custo de treinar seus modelos.
Sustentar lucratividade seria um marco relevante para a empresa, fundada há cinco anos, antes de sua listagem planejada. A Anthropic escolheu a Nasdaq como bolsa para um IPO que pode avaliá-la em US$ 2 trilhões ou mais.
A companhia esperava divulgar seu prospecto formal na semana passada. Em vez disso, compartilhou documentos com um pequeno grupo de investidores e vai responder a perguntas deles antes de tornar o material público, segundo pessoas familiarizadas com o processo.
A Anthropic registrou lucro operacional ajustado no segundo trimestre, depois da receita saltar 14 vezes na comparação anual, para US$ 11,5 bilhões. O grupo atingiu receita anualizada de US$ 65 bilhões no fim de julho, ante US$ 9 bilhões no fim do ano passado.
Acompanhar a trajetória do negócio, porém, ficou mais complicado por causa dos pedidos recentes para desacelerar ou pausar o desenvolvimento de IA. Fazer isso poderia economizar bilhões de dólares em custos de treinamento de modelos mais avançados para a empresa — mas também poderia permitir que rivais reduzissem a distância em relação à Anthropic.
Em ensaio publicado no sábado, 12, Dario Amodei, CEO da empresa avaliada em US$ 965 bilhões, disse que a indústria de IA "precisa desacelerar o ritmo em que melhora as capacidades dos modelos de IA", em meio ao alarme crescente sobre o poder de novos sistemas. O apelo foi ecoado por Sam Altman, CEO da OpenAI, e Elon Musk, fundador da SpaceX.
Altman confirmou à Fortune, no sábado, que a OpenAI vai continuar em capital fechado neste ano, apesar de ter protocolado documentação confidencial para seu próprio IPO em junho. Segundo ele, 2026 seria um "momento pouco recomendado" para abrir capital, dadas as preocupações sobre segurança de IA.
A Anthropic informou a um grupo de acionistas que terá lucro operacional ajustado positivo neste trimestre, o segundo consecutivo, segundo pessoas ouvidas pelo Financial Times. A métrica exclui custos como remuneração baseada em ações.
As margens brutas da Anthropic estão acima de 80%, segundo duas fontes ouvidas pelo Financial Times. O percentual não considera a receita compartilhada com parceiros de distribuição, como a Amazon, nem o custo de treinamento dos modelos.
A Anthropic pode alcançar uma avaliação de US$ 2 trilhões ou mais em seu IPO. A dona do Claude escolheu a Nasdaq para a listagem planejada.
A Anthropic registrou receita de US$ 11,5 bilhões no segundo trimestre, alta de 14 vezes na comparação anual. A receita anualizada chegou a US$ 65 bilhões no fim de julho, ante US$ 9 bilhões no encerramento do ano passado.
A Anthropic compartilhou documentos com um pequeno grupo de investidores e responderá às perguntas deles antes de tornar o material público, segundo pessoas familiarizadas com o processo. A empresa esperava divulgar formalmente o prospecto na semana passada.
Dario Amodei, CEO da Anthropic, afirmou em ensaio publicado no sábado, 12, que a indústria precisa reduzir o ritmo de avanço das capacidades dos modelos diante das preocupações com o poder dos novos sistemas. Uma desaceleração poderia economizar bilhões de dólares em treinamento, mas também permitir que concorrentes reduzissem a distância em relação à Anthropic.