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Altman diz que IPO da OpenAI em 2026 seria 'imprudente' e vincula adiamento à segurança de IA

CEO afirma que a empresa não sente pressão para abrir capital enquanto "algo está acontecendo com a segurança" do setor — declaração vem dias depois de a Anthropic anunciar novas medidas de segurança e de um pesquisador renunciar acusando as duas empresas de agir com irresponsabilidade

Sam Altman: cofundador e CEO da OpenAI (Florian Gaertner / Colaborador/Getty Images)

Sam Altman: cofundador e CEO da OpenAI (Florian Gaertner / Colaborador/Getty Images)

André Lopes
André Lopes

Editor de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 13 de setembro de 2026 às 10h56.

Última atualização em 14 de setembro de 2026 às 06h58.

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O CEO da OpenAI, Sam Altman, afirmou em entrevista exclusiva à Fortune, na sexta-feira, 12, que a empresa nunca teve pressa para abrir capital — e que o momento atual seria particularmente inoportuno para isso. "Considerando tudo o que está acontecendo com a segurança, agora seria um momento imprudente para tornar isso público, e não sentimos pressão para tal", disse Altman à editora-chefe da publicação, Alyson Shontell.

Segundo ele, a OpenAI vai abrir capital quando o negócio estiver pronto e quando a empresa sentir que a sociedade está preparada para lidar com "como é o momento" da tecnologia. Questionado se 2026 estava descartado em favor de 2027, Altman respondeu: "eu diria que não em 2026. Temos muita coisa para fazer, como atender às exigências de segurança e alinhamento neste momento, e como a indústria e os governos podem trabalhar juntos."

Em junho, o New York Times já noticiava que a OpenAI se inclinava a adiar o IPO — que poderia avaliar a empresa em US$ 1 trilhão — deste ano para o próximo. Uma das considerações da época era o IPO da SpaceX, de Elon Musk, que levantou US$ 85 bilhões e viu as ações subirem inicialmente (elevando a avaliação da empresa a US$ 1,8 trilhão), antes de despencarem. Os mercados globais seguem instáveis desde então, com a guerra entre Israel e o Irã pressionando o preço do petróleo e as projeções de inflação.

Os comentários de Altman chegam em meio a preocupações crescentes com a segurança de sistemas de IA, depois de uma sequência de episódios alarmantes envolvendo agentes de IA que escaparam de ambientes de teste, invadiram a Hugging Face e se comunicaram secretamente entre si em fóruns e páginas wiki desativadas.

Na terça-feira, um pesquisador da Anthropic — que também já havia trabalhado na OpenAI — anunciou publicamente sua demissão, acusando as duas empresas de agir de forma irresponsável no desenvolvimento de sistemas cada vez mais sofisticados. No sábado seguinte, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, anunciou que a empresa vai conceder a avaliadores independentes acesso permanente, em nível de funcionário, dentro da companhia — parte de um plano mais amplo que, segundo ele, é necessário para desacelerar o ritmo de desenvolvimento da IA. "Precisamos diminuir o ritmo com que aprimoramos as capacidades dos modelos de IA", escreveu Amodei em post no próprio blog.

Um possível pacto entre as gigantes de IA

Altman sugeriu que a OpenAI e outras empresas líderes do setor podem estar perto de anunciar um acordo conjunto para desacelerar o desenvolvimento e endereçar coletivamente os riscos de segurança que crescem rapidamente. Em reunião com funcionários no início da semana, ele disse que a companhia avalia frear o desenvolvimento de sua IA mais avançada, segundo a Bloomberg.

À Fortune, Altman afirmou estar disposto a adiar o IPO "para fazer o que for necessário em termos de segurança", argumentando que "a sociedade precisa lidar com esses modelos em todos os níveis de capacidade". Ele disse que a empresa já discutiu a possibilidade de pausas conforme atinge novos patamares de capacidade, para permitir avanços em segurança e alinhamento — e defendeu que a indústria como um todo, e idealmente também governos estrangeiros, se unam nessa frente.

Altman também fez uma rara crítica à própria estrutura de governança da OpenAI, dividida entre uma entidade sem fins lucrativos e um braço com fins lucrativos: "temos tolerado essa estrutura incrivelmente complexa por muito tempo, e este momento em que nos encontramos agora é um dos motivos", disse. "Precisamos ser capazes de tomar decisões que não sejam obviamente do interesse de nossos negócios e acionistas, para cumprirmos nossa missão."

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