Inteligência Artificial

Como funcionam os algoritmos de recomendação dos streamings?

Plataformas de streaming utilizam ferramentas de inteligência artificial para analisar o histórico do usuário e prever indicações de filmes e séries

Entenda como pequenas ações do usuário podem influenciar o algoritmo e melhorar as recomendações (ROBYN BECK/AFP/Getty Images)

Entenda como pequenas ações do usuário podem influenciar o algoritmo e melhorar as recomendações (ROBYN BECK/AFP/Getty Images)

Publicado em 4 de março de 2026 às 16h54.

Ao abrir qualquer plataforma de streaming, você encontrará uma lista personalizada de filmes e séries sugeridas para o seu perfil. Por trás dessa curadoria automática estão algoritmos de recomendação que analisam dados de comportamento e o histórico de visualizações para prever preferências.

Os dados cadastrais e avaliações deixadas pelo usuário em outras obras do catálogo também podem ser usados para alimentar o algoritmo. Mas não é só isso. Entenda um pouco mais da estratégia dessas empresas para entregar experiências personalizadas aos seus assinantes. 

O que são algoritmos de recomendação?

Os algoritmos de recomendação são sistemas computacionais que sugerem conteúdos com base em padrões identificados no comportamento dos usuários.

Eles utilizam técnicas de estatística e inteligência artificial para prever o que cada pessoa tem maior probabilidade de consumir.

Existem dois modelos principais:
  • Filtragem colaborativa: compara o comportamento de usuários com perfis semelhantes para realizar as indicações;
  • Filtragem baseada em conteúdo: analisa o conteúdo consumido pelo perfil e considera, por exemplo, gênero, tema, elenco e estilo para sugestões.

As plataformas podem combinar ambos os métodos para melhorar as indicações.

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Quais dados os streamings usam para sugerir conteúdos?

Os algoritmos analisam diferentes tipos de dados, como:

  • Histórico de visualizações;
  • Tempo gasto assistindo a um título;
  • Avaliações;
  • Horário e frequência de acesso;
  • Dispositivo utilizado;
  • Interações, como pausar, pular ou abandonar um conteúdo;
  • Dados cadastrais, como idade e localização.

Como a inteligência artificial aprende o gosto do usuário?

Os sistemas utilizam técnicas de aprendizado de máquina, que permitem que o algoritmo melhore suas previsões à medida que recebe novos dados.

Quanto mais o usuário interage com a plataforma, maior o volume de informações disponíveis para ajustar as recomendações. Assim, o algoritmo identifica padrões e adapta a interface.

Empresas de tecnologia afirmam que o objetivo é aumentar a relevância das sugestões e reduzir o tempo de busca.

Por que as recomendações nem sempre acertam?

Mesmo com grandes volumes de dados, os algoritmos não são infalíveis. Mudanças no gosto do usuário, compartilhamento de contas e consumo ocasional de conteúdos fora do padrão podem afetar as previsões.

Além disso, novos lançamentos ainda não possuem histórico suficiente para alimentar o sistema, o que pode reduzir a precisão inicial.

Como influenciar o algoritmo para receber melhores sugestões

Algumas técnicas podem ajudar os usuários a ajustar as recomendações de acordo com o que esperam receber da plataforma. 

Confira abaixo.
  • Avaliar conteúdos assistidos;
  • Marcar preferências quando a plataforma oferece essa opção;
  • Criar perfis separados para cada pessoa da casa;
  • Remover do histórico títulos que não refletem seu gosto real.

A personalização depende da qualidade e consistência dos dados fornecidos pelo próprio usuário.

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