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Projetos de data centers para expansão da IA estão atrasados, diz JP Morgan

Os atrasos decorrem, em parte, da demora na obtenção de autorizações para conectar data centers a redes elétricas; por isso, big techs têm começado a investir em parcerias e redes próprias

Ramana Rech
Ramana Rech

Redatora

Publicado em 3 de junho de 2026 às 14h21.

Última atualização em 3 de junho de 2026 às 17h31.

A demora em obter autorizações para conectar data centers a redes elétricas em diversas regiões e a escassez na cadeia de suprimentos têm atrasado a construção de data centers, aponta documento do JP Morgan.

O levantamento indica que 60% da capacidade de data centers prevista para 2027 ainda não começou a ser construída, enquanto 7% está atrasada.

Um relatório da Agência Internacional de Energia (IEA) estima que os data centers consomem 1% de energia em todo o mundo e que esse número deve dobrar neste ano.

A alta demanda energética dessa infraestrutura fundamental para a inteligência artificial tem preocupado operadores sobre o que pode acontecer em períodos em que o sistema já estiver sobrecarregado.

Em busca de soluções

Para solucionar essa questão, big techs têm buscado suas próprias fontes energéticas. O Google anunciou em dezembro de 2025 a aquisição de uma empresa de energia limpa, a Intersect, por US$ 4,75 bilhões.

Já a Microsoft fechou um contrato de 20 anos com a operadora Constellation para restaurar uma estação nuclear na Pensilvânia que havia sido fechada em 2019.

No entanto, conseguir sua própria fonte de energia também tem gargalos, mostra a análise do JP Morgan. As dificuldades na obtenção de turbinas a gás e transformadores elétricos têm incrementado o atraso dos projetos de data centers.

O Google tem buscado tornar o consumo energético mais eficiente e, nesta semana, disse ter assinado um acordo de três anos com a Voltus.

A parceria visa disponibilizar até 100 megawatts de capacidade elétrica a partir da rede PJM, operadora que atende 67 milhões de pessoas nos Estados Unidos. A Voltus irá orquestrar a distribuição dos recursos, como baterias, e pagar as casas e os negócios que participarem.

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