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CEO da Nvidia rebate dona do Claude e nega risco da IA: 'Narrativa apocalíptica'

Jensen Huang, da Nvidia, rebate alertas de pesquisadores e chama previsões apocalípticas de "completamente falsas", uma semana depois de discutir os riscos da tecnologia

Jensen Huang: executivo é CEO da Nvidia, a empresa mais valiosa do mundo (Justin Sullivan/Getty Images)

Jensen Huang: executivo é CEO da Nvidia, a empresa mais valiosa do mundo (Justin Sullivan/Getty Images)

Tamires Vitorio
Tamires Vitorio

Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 21 de setembro de 2026 às 15h41.

Última atualização em 21 de setembro de 2026 às 17h38.

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Se de um lado executivos e pesquisadores de peso na indústria de inteligência artificial (IA) soam o alarme sobre um possível risco existencial da tecnologia, do outro está o homem que fabrica os chips que fazem essa mesma tecnologia funcionar. Jensen Huang, CEO da Nvidiahoje a empresa mais valiosa do mundo —, disse que há "0% de chance" de a IA provocar o fim do mundo até 2030.

Em entrevista à CBS News, Huang chamou de "completamente falsas" as declarações de colegas do setor sobre um possível risco existencial da tecnologia, classificando-as como "narrativas apocalípticas". "2030 não vai ser o fim do mundo. Há 0% de chance disso ser o fim do mundo", disse. Questionado sobre os motivos por trás desses alertas, sugeriu que interesses políticos ou comerciais poderiam estar por trás de parte deles.

A fala rebate, em especial, uma sequência de alertas da Anthropic, dona do Claude. No início do mês, o pesquisador Jacob Coxon deixou a empresa afirmando que os avanços em IA poderiam "matar todos nós" até o fim da década — declaração seguida por manifestações parecidas de funcionários de outras empresas do setor.

Huang também descartou pedidos de pausa no desenvolvimento ou novas regulamentações, argumentando que as leis já existentes bastam. "Existem todos os tipos de responsabilidade civil associados à segurança cibernética. Apliquem essas primeiro, em vez de usar essa narrativa apocalíptica para afrouxar leis que já existem", disse.

Um encontro com o rei, uma semana antes

A entrevista acontece dias depois de Huang se reunir com o rei Charles III, em 17 de setembro, na Escócia, ao lado de representantes da OpenAI, do Google DeepMind e da própria Anthropic para discutir os riscos da IA.

Na ocasião, o rei alertou sobre os "perigos existenciais" da tecnologia cair em mãos erradas. Huang, à margem do evento, defendeu que as empresas sigam avançando "o mais rápido possível, mas não mais rápido do que isso" — sem travas regulatórias externas ao processo.

A Nvidia lucrou de forma expressiva com a explosão de demanda por chips de IA, o que significa que qualquer desaceleração no setor ameaçaria diretamente seus resultados — um contexto que ajuda a explicar por que Huang segue, publicamente, na contramão de rivais como Dario Amodei, CEO da Anthropic, que defendeu em setembro que a indústria reduza o ritmo de desenvolvimento de seus modelos mais avançados.

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