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Apple faz acordo de US$ 30 bilhões com a Broadcom para fabricar chips nos EUA

Maior compromisso de manufatura americana da história da Apple deve produzir mais de 15 bilhões de chips e expandir a fábrica da Broadcom no Colorado

Apple: empresa fez acordo com a Broadcom (VCG / Colaborador/Getty Images)

Apple: empresa fez acordo com a Broadcom (VCG / Colaborador/Getty Images)

Publicado em 8 de julho de 2026 às 08h33.

A Apple vai destinar mais de US$ 30 bilhões à Broadcom para fabricar chips nos Estados Unidos, no maior compromisso de manufatura em solo americano da história da fabricante do iPhone.

O acordo, anunciado nesta quarta-feira, 8, deve resultar na produção de mais de 15 bilhões de chips feitos em território americano.

Boa parte desse esforço se concentra em um único lugar. Do valor total, US$ 1,5 bilhão irá para expandir e modernizar a fábrica da Broadcom em Fort Collins, no Colorado, onde serão produzidos componentes de radiofrequência e de conectividade sem fio — as peças que ligam os aparelhos às redes de celular, Wi-Fi e Bluetooth.

Uma parceria antiga

A relação entre as duas empresas não é nova.

A Broadcom fornece componentes de conectividade à Apple há anos, mas o acordo agora anunciado eleva essa parceria a outro patamar, centrado em semicondutores personalizados produzidos dentro dos Estados Unidos.

O contorno do compromisso já estava em documento oficial.

Na segunda-feira, 6, em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês), a Broadcom informou ter fechado novos contratos de longo prazo para desenvolver e fornecer "produtos de silício ASIC personalizados" a múltiplas gerações de produtos da Apple até 2031.

ASIC é a sigla em inglês para circuito integrado de aplicação específica, um tipo de chip sob medida cujo uso se espalhou com o avanço das cargas de trabalho de inteligência artificial (IA).

"A Apple e a Broadcom têm uma longa história juntas, e esta nova fase da nossa parceria acelera nosso compromisso com a manufatura americana", afirmou Tim Cook, presidente-executivo da Apple.

Cada novo contrato desse porte consolida a Broadcom como uma peça central da nova economia dos semicondutores. Antes conhecida por fornecer componentes de bastidores, a companhia se tornou a maior fabricante de chips personalizados do mundo, com uma carteira que reúne OpenAI, Google e Meta em projetos ligados à IA.

A maior aposta do plano de US$ 600 bilhões

Sozinho, o contrato já é o maior de uma estratégia ainda maior.

Ele se encaixa no plano de US$ 600 bilhões em quatro anos que a Apple anunciou em 2025 para investir nos Estados Unidos, e desponta como o maior compromisso já assumido dentro do American Manufacturing Program (AMP), programa criado pela empresa para levar mais etapas de produção à sua cadeia doméstica.

O anúncio também carrega peso político.

Para Cook, que deixará o comando da Apple, trata-se de mais um gesto em favor da manufatura doméstica, bandeira central da gestão de Donald Trump. Ao divulgar o investimento, o executivo agradeceu ao presidente e à sua administração pelo apoio ao projeto, e um representante do governo classificou o anúncio, à Fox News, como uma vitória para o país.

 

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