Bandeiras dos EUA e do Irã juntas durante negociações de acordo nuclear em 2015 (Carlos Barria/File Photo/Reuters)
Repórter
Publicado em 27 de julho de 2026 às 20h45.
Mediadores envolvidos nas conversas entre EUA e Irã acreditam num avanço nos próximos dias capaz de reativar o memorando de entendimento assinado pelos dois países. As informações são do Times of Israel.
A conclusão, no entanto, depende de uma decisão final do presidente Donald Trump, que deve se posicionar somente após sua reunião com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, marcada para terça-feira, 28.
Paquistão, Egito e Catar atuam como mediadores e discutem uma proposta que busca esclarecer um ponto de divergência entre as partes sobre o controle do Estreito de Ormuz. O Irã afirma que o memorando garante um determinado nível de controle sobre a passagem estratégica, enquanto os EUA contestam essa interpretação.
A proposta em análise tenta reduzir essa distância para que as negociações previstas no acordo possam avançar. O prazo de 60 dias estabelecido pelo memorando vence no mês que vem, o que dá urgência às tratativas.
Irã e Omã, países banhados pelo estreito, já sinalizaram apoio à proposta dos mediadores. Falta agora o aval de Trump.
A guerra entre Estados Unidos e Irã entrou em uma fase de relativa trégua após quase duas semanas de ataques recíprocos, mas o conflito continua longe de uma solução definitiva.
Embora os bombardeios tenham sido interrompidos nos últimos dias, as ameaças militares permanecem, o Estreito de Ormuz segue fechado e as negociações sobre o programa nuclear iraniano ainda enfrentam impasses.
A pausa nos confrontos abriu espaço para uma tentativa de retomada da diplomacia. O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, afirmou que o presidente Donald Trump decidiu dar "algum espaço" para as negociações com Teerã, mas ressaltou que Washington continua preparado para retomar ataques caso considere necessário.
O governo iraniano confirmou que interrompeu temporariamente suas ações militares após a suspensão dos bombardeios americanos. Segundo o porta-voz militar Mohammad Akraminia, a estratégia de Teerã continua baseada na resposta às ofensivas dos Estados Unidos.
Apesar da redução das hostilidades, o Irã mantém fechado o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte global de petróleo e gás natural.