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Quem criou a inteligência artificial? Conheça os cientistas que deram origem à tecnologia (Magnific/Reprodução)
Jornalista
Publicado em 27 de julho de 2026 às 17h40.
A inteligência artificial está presente em assistentes virtuais, ferramentas de produtividade, carros autônomos e plataformas como o ChatGPT. Apesar da popularidade recente, essa tecnologia é resultado de décadas de pesquisa conduzida por diferentes cientistas.
Por isso, a pergunta "quem criou a inteligência artificial?" não tem uma resposta única. O campo foi construído por pesquisadores que contribuíram em áreas como matemática, computação, lógica e aprendizado de máquina. Conheça os principais nomes dessa história.
Muito antes de existir o termo inteligência artificial, o matemático britânico Alan Turing já discutia se computadores poderiam pensar.
Em 1950, ele publicou o artigo Computing Machinery and Intelligence, no qual apresentou o Teste de Turing. A proposta era avaliar se uma máquina conseguiria manter uma conversa de forma indistinguível de um ser humano.
Embora não tenha criado a inteligência artificial, Turing estabeleceu os fundamentos da computação moderna e inspirou gerações de pesquisadores.
Se existe um nome mais associado ao nascimento oficial da área, é o de John McCarthy.
Em 1956, ele organizou a histórica Conferência de Dartmouth, nos Estados Unidos, considerada o marco inicial da inteligência artificial como disciplina científica. Foi nesse evento que o termo Artificial Intelligence apareceu formalmente pela primeira vez.
McCarthy também desenvolveu a linguagem de programação Lisp, que durante décadas foi uma das principais ferramentas utilizadas em pesquisas sobre IA.
Enquanto McCarthy ajudava a definir a nova área, outros pesquisadores demonstravam que computadores poderiam resolver problemas considerados complexos.
Marvin Minsky, um dos fundadores do Laboratório de Inteligência Artificial do MIT, tornou-se uma das maiores referências da IA simbólica.
Já Allen Newell e Herbert Simon desenvolveram programas como o Logic Theorist, considerado um dos primeiros sistemas capazes de reproduzir parte do raciocínio humano para solucionar problemas.
Outra etapa importante da evolução da inteligência artificial foi ensinar computadores a aprender com dados.
Na década de 1950, Arthur Samuel criou um programa de damas que melhorava seu desempenho conforme jogava. Seu trabalho ajudou a popularizar o conceito de machine learning, ou aprendizado de máquina.
Poucos anos depois, Frank Rosenblatt apresentou o Perceptron, um modelo inspirado no funcionamento dos neurônios. Apesar das limitações da época, a ideia serviu de base para as atuais redes neurais.
O salto tecnológico mais recente ocorreu graças aos avanços do deep learning, técnica que utiliza redes neurais profundas para reconhecer padrões em grandes volumes de dados.
Os pesquisadores Geoffrey Hinton, Yann LeCun e Yoshua Bengio lideraram grande parte desses avanços e receberam o Prêmio Turing em 2018 por suas contribuições.
As pesquisas do trio abriram caminho para sistemas capazes de gerar textos, imagens, vídeos e códigos, como os modelos de IA generativa utilizados atualmente.
A evolução da inteligência artificial mostra que grandes transformações tecnológicas costumam ser resultado do trabalho de diferentes gerações de pesquisadores.
Dos conceitos apresentados por Alan Turing ao avanço do deep learning liderado por Hinton, LeCun e Bengio, cada etapa ajudou a construir as ferramentas utilizadas hoje por empresas e profissionais em diferentes setores.