Patrocinado por:
OpenAI: empresa anunciou chip próprio para IA (X/Reprodução)
Repórter
Publicado em 24 de junho de 2026 às 10h51.
Última atualização em 24 de junho de 2026 às 10h54.
A OpenAI deu um novo passo para reduzir sua dependência de fornecedores externos de hardware. A empresa anunciou nesta quarta-feira, 24, o Jalapeño, seu primeiro processador próprio para inteligência artificial, desenvolvido em parceria com a Broadcom.
O chip foi projetado especificamente para inferência — etapa em que modelos de IA geram respostas para usuários — e faz parte de uma estratégia mais ampla para controlar toda a infraestrutura por trás de produtos como ChatGPT, Codex e futuras ferramentas baseadas em agentes de IA.
Segundo a OpenAI, os primeiros testes indicam que o Jalapeño entrega "desempenho por watt superior ao dos aceleradores mais avançados disponíveis atualmente no mercado". A empresa, porém, ainda não divulgou métricas detalhadas de performance.
A inferência se tornou um dos principais desafios econômicos da inteligência artificial. Quanto mais usuários utilizam sistemas como ChatGPT, maior é a necessidade de capacidade computacional para processar solicitações em tempo real.
Ao desenvolver seu próprio chip, a OpenAI busca aumentar a eficiência dessa operação e reduzir custos de longo prazo.
O Jalapeño foi desenhado especificamente para modelos de linguagem de grande porte (LLMs) e não como um acelerador genérico adaptado para IA. A arquitetura foi construída com base no comportamento dos modelos da OpenAI e nos padrões de uso observados em seus produtos.
We’ve designed and built our first AI chip: Jalapeño.
Designed from the ground up by OpenAI and brought to production with @Broadcom, Jalapeño is purpose-built for the LLM workloads powering ChatGPT, Codex, the API, and future agentic products.
Chips are foundational to the AI… pic.twitter.com/mHU7DaMMTi
— OpenAI (@OpenAI) June 24, 2026
“O mundo está migrando para uma economia movida por capacidade computacional”, afirmou Greg Brockman, presidente e cofundador da OpenAI, em comunicado.
A OpenAI afirma que o projeto foi concluído em apenas nove meses, da concepção inicial ao envio para fabricação.
Segundo a companhia, parte desse processo foi acelerada pelo uso dos próprios modelos de IA da empresa, empregados em tarefas de design e otimização do hardware.
O programa foi desenvolvido em parceria com a Broadcom, responsável pela implementação do silício e pelas tecnologias de conectividade da plataforma, e com a Celestica, que atuou na integração dos sistemas.
As primeiras amostras do chip já estariam executando cargas de trabalho de inteligência artificial em laboratório, incluindo versões experimentais de modelos da OpenAI.
O lançamento marca uma mudança importante na estratégia da OpenAI.
Até agora, a empresa era conhecida principalmente por desenvolver modelos de IA e produtos para consumidores. Com o Jalapeño, passa a atuar também na camada de hardware, área dominada por empresas como Nvidia, AMD e Broadcom.
A iniciativa aproxima a OpenAI de uma abordagem adotada por gigantes da tecnologia como Google, Amazon e Microsoft, que desenvolveram processadores próprios para reduzir custos e otimizar suas plataformas de inteligência artificial.
A OpenAI afirmou que o Jalapeño é apenas o primeiro componente de uma plataforma de computação planejada para várias gerações.
A expectativa é iniciar a implantação da tecnologia em larga escala até o fim de 2026, em parceria com operadores de data centers e empresas de infraestrutura.
Segundo a Broadcom, o projeto foi concebido para sustentar centros de processamento em escala de gigawatts, capazes de atender à crescente demanda por inteligência artificial em produtos, APIs e sistemas corporativos.
Para a OpenAI, o objetivo final é tornar a IA mais rápida, confiável e acessível. Na prática, isso significa reduzir o custo de cada resposta gerada por modelos como o ChatGPT e ampliar a capacidade da empresa de atender milhões de usuários simultaneamente.