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Opus 5.5: Anthropic lança novo modelo de IA (Claude/Reprodução)
Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 22 de setembro de 2026 às 13h47.
Última atualização em 22 de setembro de 2026 às 18h22.
A Anthropic lançou o Claude Opus 5.5, novo modelo de inteligência artificial que, segundo a empresa, iguala o desempenho do Claude Fable 5.1 em grande parte das tarefas e custa 40% menos para operar. O modelo passou por testes externos de segurança, teve melhora em programação e uso de computador, mas a própria empresa reconhece limitações para prever seu comportamento em situações reais.
A Anthropic lançou nesta terça-feira, 22, o Claude Opus 5.5, primeiro modelo da nova família Claude 5.5. Segundo a empresa, ele tem desempenho equivalente ao do Claude Fable 5.1, seu modelo mais avançado disponível ao público, na maior parte das tarefas, e custa 40% menos para rodar do que o antecessor, o Opus 5, em usos típicos.
O lançamento é o primeiro da Anthropic desde que o CEO da empresa, Dario Amodei, defendeu que a indústria de inteligência artificial (IA) controle o ritmo de avanço dos modelos mais poderosos, para que as práticas de segurança se mantenham à frente das capacidades da tecnologia.
Segundo a Anthropic, o "Opus 5.5 foi testado antes do lançamento por avaliadores externos", entre eles a organização METR e a Frontier Design, e, segundo a Anthropic, teve o melhor desempenho já registrado em sua principal bateria de testes de comportamento.
Nesses testes, que simulam quase dois mil cenários, o modelo tentou contornar os limites impostos a ele cerca de 85% menos vezes do que o Opus 5 e o Claude Mythos 5.1, segundo a empresa. A Anthropic afirma que o Opus 5.5 também melhorou em comportamentos ligados a incidentes recentes de segurança cibernética, como tentar escapar de ambientes de teste isolados.
A empresa reconhece, porém, um limite. Segundo o anúncio, há sinais de que o modelo frequentemente suspeita estar sendo avaliado, o que dificulta prever como ele vai se comportar em situações reais. A Anthropic diz que criar avaliações capazes de detectar todas as falhas antes de um lançamento ainda é um problema sem solução.
A maior mudança está no custo. O preço por milhão de tokens, as unidades de processamento usadas para cobrar pelo uso dos modelos, caiu 20% em relação ao Opus 5, para US$ 4 na entrada e US$ 20 na saída. A leitura de dados armazenados em cache, que responde pela maior parte do custo em tarefas de programação e de agentes, ficou 60% mais barata.
Somado ao fato de o modelo usar menos tokens por tarefa, isso resulta na redução de 40% no custo total, segundo a empresa. O Opus 5.5 também gera respostas mais de 30% mais rápido, segundo a empresa.
Nos testes divulgados pela Anthropic, o modelo lidera em programação com agentes, uso do computador e tarefas de trabalho do conhecimento. No Terminal-Bench 4.0, que mede a capacidade de executar tarefas complexas no terminal, o Opus 5.5 marcou 66,4%, contra 57,9% do GPT-6 Astra, da OpenAI, e 52,3% do Opus 5. A própria empresa pondera que, nesse nível de capacidade, as diferenças nesses testes se tornaram um guia menos confiável das diferenças no uso real.
Entre os clientes que testaram o modelo antes do lançamento, um concluiu em menos de um dia a migração de 680 mil linhas de código, trabalho que levaria semanas para uma equipe de engenheiros, segundo a Anthropic. Empresas como GitHub, Spotify, Deloitte e Stripe relataram ganhos de eficiência e redução no número de etapas para concluir tarefas.
O que muda na prática no seu dia a dia com o novo Claude Opus 5.5Por ter capacidades avançadas em biologia e segurança cibernética, comparáveis às do Claude Mythos 5.1, o Opus 5.5 chega com as mesmas travas de segurança aplicadas ao Fable 5.1. A maior parte das tarefas de segurança cibernética será redirecionada a um modelo anterior, o Opus 4.8, e organizações de pesquisa em biologia precisarão passar por um programa de verificação para usar o modelo sem restrições. O lançamento também inclui uma proteção contra a chamada destilação, prática em que concorrentes usam contas falsas para extrair as capacidades de um modelo.
O Opus 5.5 já está disponível em todas as plataformas da Anthropic e nas nuvens da Amazon, do Google e da Microsoft. Os assinantes dos planos Pro, Max e Team terão limites de uso maiores. As versões Sonnet 5.5 e Haiku 5.5 devem chegar nas próximas semanas.
O Claude Opus 5.5 é o novo modelo de inteligência artificial da Anthropic e o primeiro integrante da família Claude 5.5. Segundo a empresa, ele tem desempenho equivalente ao Claude Fable 5.1 em grande parte das tarefas e foi desenvolvido com foco em programação, uso de computador e trabalhos complexos.
Segundo a Anthropic, o Opus 5.5 tem desempenho equivalente ao Fable 5.1 na maior parte das tarefas. A empresa afirma que o novo modelo melhora eficiência, velocidade e custo de operação, mas reconhece que diferenças em testes de benchmark nem sempre representam o uso real.
O custo do Claude Opus 5.5 caiu 20% em relação ao Opus 5, segundo a Anthropic. O preço passou para US$ 4 por milhão de tokens de entrada e US$ 20 por milhão de tokens de saída. A empresa afirma que o custo total de uso caiu 40% em tarefas típicas.
Segundo a Anthropic, o Opus 5.5 gera respostas mais de 30% mais rápido que o Opus 5. A empresa atribui parte do ganho à redução no uso de tokens por tarefa.
A Anthropic afirma que o modelo foi avaliado por organizações externas, incluindo METR e Frontier Design. Nos testes internos da empresa, que simulam quase dois mil cenários, o modelo tentou contornar limites impostos cerca de 85% menos vezes que modelos anteriores.
A própria Anthropic afirma que ainda não consegue prever completamente como o modelo se comportará em situações reais. Segundo a empresa, há sinais de que o modelo frequentemente percebe quando está sendo avaliado, o que dificulta medir todos os riscos antes do lançamento.
Segundo a Anthropic, empresas como GitHub, Spotify, Deloitte e Stripe testaram o modelo antes do lançamento e relataram ganhos de eficiência. Um cliente concluiu em menos de um dia uma migração de 680 mil linhas de código que levaria semanas para uma equipe de engenheiros.