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Claude: Anthropic anunciou novo modelo nesta terça-feira, 22 (Claude/Reprodução)
Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia
Publicado em 22 de setembro de 2026 às 14h19.
Última atualização em 24 de setembro de 2026 às 17h47.
A Anthropic lançou nesta terça-feira, 22, o Claude Opus 5.5, novo modelo mais avançado da linha Opus. Segundo a empresa, ele tem desempenho equivalente ao do Claude Fable 5.1 na maior parte das tarefas e custa 40% menos para rodar do que o antecessor, o Opus 5. Para quem usa o Claude no trabalho ou em casa, as mudanças vão além dos testes de desempenho e aparecem nos limites de uso, na velocidade e na forma como o assistente escreve.
Segundo a empresa, a primeira diferença em relação ao modelo anterior está nos limites. A Anthropic ampliou o limite de uso de cinco horas nos planos Pro, Max e Team, o teto de mensagens que cada assinante pode enviar dentro dessa janela.
Além disso, os assinantes ganharam uma renovação extra do limite, que pode ser guardada e usada quando quiserem, por exemplo, num dia de trabalho mais pesado.
A segunda mudança é a velocidade. O Opus 5.5 gera respostas mais de 30% mais rápido que o Opus 5, segundo a empresa, e usa menos etapas para concluir tarefas longas. Clientes que testaram o modelo antes do lançamento relataram, segundo a empresa, que um trabalho de programação que antes exigia 38 comandos ao longo de quatro dias foi concluído com 11 comandos em três horas.
A mudança mais perceptível para quem não programa deve ser a escrita. Segundo a Anthropic, a forma do modelo se comunicar era uma das reclamações mais frequentes sobre o Opus 5, que tendia a respostas longas, cheias de termos técnicos e difíceis de acompanhar.
O Opus 5.5 coloca a informação mais importante no início, usa menos jargão e segue com mais fidelidade às regras de escrita que o usuário define, como tamanho ou estilo do texto, segundo a empresa.
A empresa também afirma que o modelo ficou mais confiável em pesquisas. Num teste interno, a Anthropic pediu ao Opus 5.5, ao Fable 5.1 e ao Opus 5 que escrevessem um relatório sobre o resultado trimestral de uma empresa, com um corretor automático conferindo cada número e cada citação. Qualquer dado inventado reprovava o texto. O Opus 5.5 passou em 16 de 18 tentativas; os outros dois modelos não passaram em nenhuma.
Há também mudanças que podem aparecer de forma menos visível. Como o Opus 5.5 tem capacidades avançadas em biologia e segurança cibernética, a Anthropic aplicou travas extras a esses temas.
Na prática, a maior parte das tarefas de segurança cibernética passa a ser feita automaticamente por um modelo anterior, o Opus 4.8, com exceção de tarefas rotineiras de programação, como encontrar e corrigir falhas no próprio código. Pesquisadores de biologia podem pedir acesso sem restrições por meio de um programa de verificação, e profissionais de cibersegurança terão um programa semelhante nas próximas semanas.
Para desenvolvedores e empresas que usam o Claude por meio da API, a interface que conecta programas ao modelo, a principal mudança é o preço. O custo por milhão de tokens, as unidades usadas para cobrar pelo processamento, caiu 20%, para US$ 4 na entrada e US$ 20 na saída, e a leitura de dados armazenados em cache ficou 60% mais barata.
O modelo está disponível em todas as plataformas da Anthropic e nas nuvens da Amazon, do Google e da Microsoft. As versões Sonnet 5.5 e Haiku 5.5, mais leves e baratas, devem chegar nas próximas semanas.