Kylian Mbappé perdeu contratos publicitários com três marcas chinesas após a circulação de um vídeo atribuído ao jogador. (Sameer AL-DOUMY / AFP)
Repórter
Publicado em 27 de outubro de 2026 às 09h13.
Última atualização em 27 de outubro de 2026 às 10h41.
Kylian Mbappé pediu desculpas nesta terça-feira, 27, após a repercussão de um vídeo em que se refere a Mao Tsé-tung como um "ditador". O atacante do Real Madrid afirmou estar "sinceramente arrependido" e disse respeitar o povo chinês e sua história. A polêmica levou três empresas chinesas a cancelar contratos publicitários com o jogador e provocou críticas nas redes sociais.
O atacante francês Kylian Mbappé, do Real Madrid, pediu desculpas nesta terça-feira, 27, após a repercussão de um vídeo em que parece fazer uma piada sobre Mao Tsé-tung, líder da revolução comunista que fundou a República Popular da China. A polêmica levou três empresas chinesas a cancelar contratos publicitários com o jogador.
Em comunicado escrito em francês, inglês e mandarim, Mbappé afirmou estar "sinceramente arrependido" pelas declarações, que classificou como "infelizes".
"Apresento minhas desculpas a todos e todas que tenham se sentido ofendidos pelas minhas palavras. Não era, em absoluto, a minha intenção. Tenho profundo respeito pelo povo chinês e por sua história, estou sinceramente arrependido", declarou o capitão da seleção francesa.
O pedido de desculpas ocorreu após as empresas Dongpeng, do setor de bebidas, Mengniu, de laticínios, e Milkground, fabricante de queijos, anunciarem nesta terça-feira o rompimento imediato das parcerias com o jogador. Em comunicados semelhantes, as marcas afirmaram ter "tolerância zero" com atitudes e declarações que ferem os sentimentos nacionais.
A reação começou após a divulgação de uma gravação em que Mbappé comenta os memes feitos com sua imagem. No vídeo, o jogador afirma que a montagem mais engraçada que viu mostra seu rosto sobreposto ao de um homem que acredita ser "um ditador chinês".
A referência seria a uma montagem que coloca o rosto do atacante sobre uma fotografia de Mao Tsé-tung. A agência AFP informou inicialmente que seus serviços de verificação digital não conseguiram confirmar a autenticidade da gravação. Posteriormente, Mbappé se manifestou sobre as declarações atribuídas a ele e apresentou o pedido de desculpas.
A polêmica envolve a figura de Mao Tsé-tung, que liderou a revolução comunista chinesa e proclamou a República Popular da China em 1949. Morto em 1976, ele é oficialmente reverenciado como um herói no país.
Por isso, a referência de Mbappé a Mao como um "ditador chinês" provocou críticas nas redes sociais e levou empresas locais a encerrar suas associações comerciais com o jogador.
O Ministério das Relações Exteriores da China também comentou o episódio. O porta-voz Guo Jiakun afirmou que declarações consideradas ofensivas ao sentimento nacional enfrentam rejeição da sociedade chinesa.
"Qualquer comentário ou ato que fira os sentimentos do povo chinês enfrenta, naturalmente, uma rejeição comum por parte de toda a sociedade chinesa", declarou.
A reação ganhou destaque no Weibo, uma das principais redes sociais chinesas. O assunto "Dongpeng Bebidas encerra a colaboração com Mbappé" chegou ao topo dos temas mais comentados, com 430 milhões de visualizações, segundo a AFP.
Três companhias anunciaram o fim das parcerias publicitárias com o atacante nesta terça-feira, 27:
As três empresas utilizavam o nome e a imagem do jogador em campanhas publicitárias. Durante a última Copa do Mundo, as marcas divulgaram anúncios produzidos com inteligência artificial que incluíam a imagem de Mbappé.
Os comunicados de encerramento das parcerias utilizaram termos semelhantes e citaram a política de tolerância zero a manifestações consideradas ofensivas aos sentimentos nacionais.
O pedido de desculpas foi divulgado depois do anúncio dos rompimentos. Até as informações disponíveis nesta atualização, não havia indicação de que as empresas tivessem revertido suas decisões.
Além da perda dos contratos, Mbappé também teve sua atividade restringida no Xiaohongshu, rede social conhecida internacionalmente como RedNote.
Nesta terça-feira, a conta associada ao nome do jogador informou que ele estava proibido de publicar na plataforma por violação das regras da comunidade.
O atacante tem cerca de 1 milhão de seguidores no Weibo e outros 1,1 milhão no Xiaohongshu, segundo a AFP.
Mbappé costuma ser alvo de montagens nas redes sociais que o associam a personagens históricos e figuras autoritárias.
O jogador foi alvo de críticas após a circulação de um vídeo em que se refere a Mao Tsé-tung como um "ditador chinês" ao comentar uma montagem com seu rosto. A repercussão levou três marcas chinesas a cancelar contratos publicitários com o atacante.
Sim. Nesta terça-feira, 27, Mbappé divulgou um comunicado em francês, inglês e mandarim no qual afirmou estar "sinceramente arrependido" e declarou ter profundo respeito pelo povo chinês e sua história.
Mao Tsé-tung foi o líder da revolução comunista chinesa e proclamou a República Popular da China em 1949. Morreu em 1976 e é oficialmente reverenciado como um herói no país.
Dongpeng, Mengniu e Milkground anunciaram nesta terça-feira, 27 de outubro de 2026, o encerramento imediato de suas parcerias publicitárias com o atacante.
A conta associada ao jogador no Xiaohongshu, também conhecido como RedNote, informou que ele estava proibido de publicar por violação das regras da comunidade. O material não informa uma proibição em todas as redes sociais chinesas.
A AFP não havia conseguido confirmar inicialmente a autenticidade da gravação. Posteriormente, Mbappé divulgou um comunicado em que pediu desculpas pelas declarações atribuídas a ele.