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Flávio Bolsonaro diz que aumento do Bolsa Família é 'ato de desespero' de Lula

Romeu Zema e Renan Santos também criticaram a medida. Renan Santos prometeu ir a Justiça

 (Charles Vieira/ Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro/Divulgação)

(Charles Vieira/ Divulgação Campanha Flávio Bolsonaro/Divulgação)

André Martins
André Martins

Repórter de Brasil e Economia

Publicado em 17 de setembro de 2026 às 15h22.

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O senador e candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), criticou nesta quinta-feira, 17, durante ato de campanha em Vitória da Conquista, na Bahia, o aumento de 15% no Bolsa Família anunciado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo o senador, o decreto é "ilegal" e um "ato de desespero" do Palácio do Planalto após pesquisas mostrarem empate técnico ou até Flávio numericamente à frente.

"Não caiam em mais uma falsa promessa da campanha, porque o Lula, em um ato de desespero, acabou de fazer um decreto, mesmo sabendo que é ilegal e proibido durante as eleições", afirmou o candidato.

Flávio relembrou que, durante o governo Jair Bolsonaro (PL), o benefício, que foi rebatizado de Auxílio Brasil, teve aumento de R$ 400 para R$ 600. A medida também foi realizada em ano eleitoral, em agosto de 2022.

"Fez uma coisa que não fez em quatro anos de governo. Faltando 17 dias de eleição, ele acha que vai enganar alguém dando reajuste no Bolsa Família. Ele sabe que isso não pode", disse.

O senador reforçou ainda que o Bolsa Família será mantido durante o seu governo.

Apesar da fala de Flávio sobre a medida ser ilegal, não há uma vedação da lei eleitoral de reajustes de programas do governo federal durante as eleições. O entorno do candidato avalia que a campanha não deve entrar na Justiça contra a medida.

O chamado defeso eleitoral, em vigor desde 4 de julho, proíbe que candidatos inaugurem obras e programas nos três meses antes das eleições. Transferências de recursos para estados e municípios também são vedadas.

O decreto presidencial determina que o valor aumente a partir de outubro dos atuais R$ 600 para R$ 691. O pagamento médio do programa sairá de R$ 675 para R$ 777.

Na pesquisa AtlasIntel, divulgada nesta quinta-feira, Flávio cresceu no primeiro turno e encostou em Lula. No segundo turno, o senador aparece numericamente à frente do petista, mas empatado tecnicamente. 

Renan Santos diz que entrará na Justiça contra aumento

O presidente e candidato do Missão, Renan Santos, prometeu que acionará a Justiça Eleitoral contra o aumento do Bolsa Família para R$ 690 e afirmou que a medida, adotada pelo presidente Lula em plena campanha, configura crime eleitoral e tem como objetivo comprar votos.

"Ele usa isso para comprar voto para se reeleger, e você, que trabalha, paga a conta. Isto é crime. A lei eleitoral não permite que você altere benefícios sociais em ano eleitoral. Ele está fazendo isso no meio da eleição, fazendo aquilo que ele sabe fazer de melhor: quer comprar a consciência das pessoas", afirmou.

Renan também criticou Flávio Bolsonaro por afirmar que o programa é um direito adquirido. O candidato do Missão defende que o benefício deve ser restrito apenas a quem não tem condições de trabalhar.

"O canalha do Flávio Bolsonaro está dizendo que o Bolsa Família é um direito adquirido. Isso significa que esse valor que o Lula aumenta, se o Flávio ganha, ele mantém e não pode alterar. E aí você, que está trabalhando, ralando, vai pagar essa conta", disse.

Zema também fala em desespero

O candidato do Novo, Romeu Zema, afirmou que o reajuste é uma "medida eleitoreira" e mostra o "desespero de Lula depois de perder a liderança nas pesquisas do segundo turno".

"Lula age de forma irresponsável, aprofundando a catástrofe nas contas públicas do Brasil, comprometendo mais R$ 22 bilhões para tentar comprar o voto do brasileiro que o PT deixou na pobreza nos últimos 20 anos", afirmou, em nota.

O ex-governador mineiro disse que o Bolsa Família é uma política importante e que precisa ser tratada com seriedade.

"Podemos até pagar mais para quem precisa cuidar de crianças ou de idosos, mas o essencial é construir uma porta de saída dos programas sociais por meio do emprego", afirmou.

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