Repórter
Publicado em 26 de agosto de 2026 às 16h14.
Um eclipse lunar parcial poderá ser observado em todo o Brasil entre a noite de quinta-feira, 27, e a madrugada de sexta-feira, 28, quando a sombra da Terra vai encobrir 96,2% do disco da Lua.
O fenômeno poderá ser acompanhado a olho nu, sem a necessidade de equipamentos específicos. O eclipse terá início às 22h24, pelo horário de Brasília, enquanto o maior obscurecimento está previsto para 1h13 de sexta-feira, 28.
Apesar de deixar quase toda a Lua sob a sombra terrestre, o evento não será classificado como eclipse total. Uma pequena faixa do satélite permanecerá fora da umbra, a região mais escura da sombra projetada pela Terra.
No momento de maior cobertura, 96,2% do disco lunar estará escurecido, enquanto uma pequena parcela continuará iluminada. Como a Lua não ficará totalmente dentro da umbra, parte de sua superfície poderá apresentar tonalidades avermelhadas durante o fenômeno, sem adquirir uma coloração vermelha em todo o disco.
Um eclipse lunar ocorre quando Sol, Terra e Lua ficam alinhados e a Terra ocupa a posição entre os outros dois astros. Nesse cenário, a sombra terrestre é projetada sobre a superfície lunar e reduz a quantidade de luz solar que chega diretamente ao satélite.
Essa sombra é dividida em duas regiões. A penumbra corresponde à área mais clara, enquanto a umbra concentra a parte mais escura.
Quando a Lua atravessa somente a penumbra, ocorre um eclipse penumbral, cuja alteração de luminosidade costuma ser menos perceptível a olho nu. Em um eclipse parcial, somente uma parcela do disco lunar entra na umbra. No eclipse total, toda a Lua fica dentro dessa região.
Na madrugada de sexta-feira, 28, a Lua avançará pela umbra sem entrar completamente nela. Uma faixa continuará iluminada mesmo durante o ponto máximo, enquanto a maior parte do disco permanecerá sob a sombra da Terra.
O evento terá início na noite de quinta-feira, 27, e continuará até a madrugada de sexta-feira, 28. Os horários abaixo consideram o horário de Brasília:
Para observar o momento em que quase toda a Lua estará coberta, será necessário acompanhar o céu às 1h13 de sexta-feira, 28. Em estados brasileiros que adotam fusos diferentes do horário de Brasília, os horários precisam ser ajustados. Nas localidades com uma hora a menos, por exemplo, o ponto máximo ocorrerá à 0h13.
Por se tratar de um eclipse parcial, a Lua não ficará completamente vermelha como acontece na chamada “Lua de Sangue”. A região que estiver dentro da umbra, no entanto, poderá apresentar tonalidades alaranjadas, avermelhadas ou mais escuras.
A mudança de cor está relacionada à passagem da luz solar pela atmosfera terrestre antes de alcançar a superfície da Lua. A luz azul se dispersa com maior facilidade, enquanto comprimentos de onda mais longos, associados aos tons vermelhos e alaranjados, conseguem atravessar a atmosfera e chegar ao satélite.
O processo também está relacionado às tonalidades observadas no nascer e no pôr do Sol. A Nasa compara o efeito à projeção sobre a Lua da luz proveniente dos amanheceres e entardeceres existentes ao redor da Terra.
O eclipse poderá ser observado a olho nu e, diferentemente de um eclipse solar, não exige proteção para os olhos. Binóculos e telescópios podem ser usados para visualizar detalhes da superfície lunar e os limites da área atingida pela sombra terrestre.
As condições meteorológicas terão impacto direto na observação. A presença de nuvens poderá dificultar ou impedir a visualização do fenômeno em determinadas regiões.
O eclipse também poderá ser acompanhado em outras áreas das Américas e em partes da Europa e da África. No Brasil, será possível observar todas as etapas, desde a entrada da Lua na penumbra, às 22h24 de quinta-feira, 27, até o encerramento da fase penumbral, às 4h02 de sexta-feira, 28.