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Criptomoedas se recuperam de queda, mas fundos de ether têm novo dia negativo

Posições vendidas em ativos digitais mostram exaustão mesmo com ambiente macro incerto

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Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 13 de maio de 2026 às 09h00.

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As altcoins, criptomoedas que não são o bitcoin, operam em alta nesta quarta-feira, 13, recuperando-se da queda do dia anterior. Na véspera, o aumento acima do esperado da inflação nos Estados Unidos gerou um ambiente de aversão a risco nos mercados.  

Hoje haverá divulgação de outro indicador inflacionário, o Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) dos EUA, que deve ter impacto menor, mas ainda assim relevante. O aumento do preço do petróleo por conta da guerra no Irã tem impactado a inflação globalmente e coloca em xeque expectativas de redução de juros nas maiores economias do mundo.  

Às 8h34 (horário de Brasília), o ether, moeda digital da rede Ethereum, sobe 0,9% em 24 horas, a US$ 2.303, enquanto o bitcoin opera estável. 

Ainda entre as principais altcoins, o BNB, token da Binance Smart Chain, tem alta de 2,5%, a US$ 678,44; o XRP, token de pagamentos internacionais utilizado pela Ripple, registra ganhos de 0,3%, a US$ 1,45; e a solana recua 0,3%, a US$ 94,50.       

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Um fator importante para a retomada dos preços dos ativos digitais é a liquidação de posições vendidas nos mercados de futuros. O site Coindesk destaca a saída de US$ 14 milhões em operações que apostavam na queda do bitcoin.  

Isso significa que o capital está saindo de posições vendidas mesmo com todas as incertezas no ambiente macroeconômico. O fenômeno, segundo especialistas, costuma preceder movimentos de alta.  

A crise continua no Ethereum 

Por outro lado, há motivos para os investidores continuarem a desconfiar de um movimento mais sustentado do ether, a principal altcoin, que vem performando abaixo dos pares nos últimos dias.  

Nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de ether à vista que operam nas bolsas americanas, foi registrado ontem um saldo líquido negativo de US$ 130,6 milhões. É o segundo pregão consecutivo com mais vendas do que compras neste tipo de fundo.  

O maior responsável pelo fluxo vendedor foi o ETHA, da BlackRock, com US$ 102 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras. 

Mesmo assim, há movimentos interessantes no blockchain Ethereum que entraram no noticiário. Desenvolvedores lançaram uma iniciativa para aumentar a transparência na assinatura de transações. A ideia é evitar problemas de cibersegurança como o que possibilitou o ataque hacker de US$ 1,5 bilhão na corretora de criptomoedas Bybit no ano passado.  

O grupo por trás da iniciativa envolve a Ethereum Foundation e provedores tanto de carteiras de criptoativos baseadas em hardware (Ledger e Trezor), quanto daquelas que usam softwares conectados à internet (MetaMask e WalletConnect).  

Retomada das operações com rsETH 

Também no radar, os protocolos de finanças descentralizadas (DeFi), KelpDAO e Aave, voltarão a realizar operações com o token rsETH, que esteve no centro da invasão hacker que desviou US$ 292 milhões no mês passado.  

A retomada vem depois desses projetos DeFi conseguirem recuperar boa parte das perdas resultantes do ciberataque.  

"A Kelp irá retomar os saques, provavelmente dentro de 24 horas, após o primeiro lote ser liberado para o adaptador LayerZero OFT", informou a Kelp. 

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