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Bitcoin aprofunda queda até US$ 65 mil: o que está acontecendo?

Analista do BTG explica fatores que colaboraram para a queda no preço do bitcoin

Preço do bitcoin cai 10% (JUN2/Getty Images)

Preço do bitcoin cai 10% (JUN2/Getty Images)

Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 3 de junho de 2026 às 10h17.

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Nesta quarta-feira, 3, o bitcoin se aproxima dos US$ 67 mil após ter despencado para US$ 65.400 ao longo da madrugada. A maior criptomoeda do mundo apresenta queda expressiva. Em menos de um mês, saiu de US$ 82 mil para US$ 65 mil, enquanto os mercados sinalizam aversão ao risco e preocupações com a inflação norte-americana.

No momento, o bitcoin é cotado a US$ 67.047, com queda de 2,7% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Apenas nos últimos sete dias, a criptomoeda acumula queda de mais de 11%.

O Índice de Medo e Ganância, utilizado para medir o sentimento do mercado cripto, sinaliza "medo extremo" em 11 pontos. O indicador que vai de 0 a 100 volta a ter uma de suas pontuações mais baixas após ter chegado a níveis extremos de 5 pontos no início do ano.

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Por que o preço do bitcoin caiu?

Vinicius Bitelo, analista de research do BTG Pactual, explicou à EXAME que dois fatores trouxeram impacto negativo à cotação do bitcoin: as saídas em ETFs de bitcoin à vista e o cenário macroeconômico dos Estados Unidos.

"O mercado completou ontem 12 dias consecutivos de saídas nos ETFs à vista de bitcoin. Além disso, a venda de 32 BTC pela Strategy também pesou sobre o sentimento. O valor da operação é pequeno, mas a mensagem é relevante: o mercado passou a considerar a possibilidade de novas vendas nos próximos meses, caso a empresa precise reforçar caixa para cumprir suas obrigações", disse Vinicius Bitelo, analista de research do BTG Pactual.

"No cenário macro, os dados de inflação mais fortes seguem pressionando a curva de juros e, consequentemente, os ativos de risco", acrescentou.

Sinalização positiva

"Por outro lado, voltamos a observar sinais de acumulação por investidores de longo prazo em bitcoin, enquanto investidores de curto prazo seguem realizando vendas. Esse acaba sendo um movimento clássico em períodos de maior aversão ao risco no mercado, em que posições mais frágeis são reduzidas e a base de longo prazo começa a absorver parte da oferta", disse Vinicius Bitelo.

"Nesse contexto, o momento ainda exige cautela. Para quem tem horizonte mais longo, compras recorrentes em bitcoin podem ajudar a melhorar o preço médio e aproveitar o atual movimento de queda para se posicionar com um horizonte temporal maior, sem depender de acertar o timing exato do mercado", concluiu o analista à EXAME.

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