Future of Money

Rede blockchain do governo brasileiro ganha site e coordenação descentralizada

Blockchain usa a Hyperledger Besu como infraestrutura e possui o BNDES como coordenador geral dos comitês

 (Reprodução/Reprodução)

(Reprodução/Reprodução)

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 3 de junho de 2026 às 09h30.

Tudo sobreGoverno
Saiba mais

A Rede Blockchain Brasil (RBB), blockchain público-permissionada mantida por instituições públicas, chegou a uma nova fase com o lançamento de um site próprio e descentralização das coordenações.

O anúncio foi feito durante o evento TokenNation 2026, em São Paulo, e marca uma mudança no projeto, uma vez que antes as tarefas de coordenação estavam concentradas no Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

  • Invista com os especialistas do BTG Pactual unindo performance e proteção de patrimônio. Acesse a Carteira Reserva de Valor no app da Mynt e ganhe cashback de R$ 50 com o cupom FOM26

Agora, o BNDES segue como coordenador geral dos comitês executivo e técnico, mas as frentes de operação, evolução e ecossistema serão distribuídas a outras instituições. O Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD) ficará com a coordenação da frente de evolução e o Plexos Institute será o responsável pelo ecossistema.

Em nota à imprensa, Camila Rioja, representante do Plexos Institute, afirmou que o importante para a RBB é que qualquer um possa conferir os dados, embora só agentes autorizados possam escrever. “Ninguém decide sozinho”, resumiu.

A RBB opera sobre a blockchain Hyperledger Besu, a mesma que foi utilizada nas primeiras duas fases de testes do Drex, a iniciativa de tokenização do sistema financeiro capitaneada pelo Banco Central.

“Optamos por uma arquitetura permissionada sobre Hyperledger Besu com consenso QBFT, de forma a viabilizar uma plataforma baseada em código aberto, sem grande demanda energética, sem remuneração aos produtores de blocos e compatível com EVM, de forma a minimizar custos e barreiras de entrada, facilitar o desenvolvimento de aplicações e incentivar o uso da tecnologia com propósito”, afirmou João Alexandre dos Santos Lopes, do BNDES.

Siga o Future of Money nas redes sociais: Instagram | X | YouTube  Tik Tok  

Acompanhe tudo sobre:BlockchainGovernoBNDES

Mais de Future of Money

Congresso propõe marco regulatório para mercados preditivos no Brasil

A precisão como vantagem decisiva da inteligência artificial nas finanças

Oito bancos centrais estão entrando no mercado de stablecoins; o que isso sinaliza para o Brasil?

O Brasil resolveu os pagamentos domésticos; o próximo desafio são os internacionais