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Criptomoedas caem com aumento da inflação acima do esperado nos EUA

Altcoins refletem piora do humor dos investidores diante do cenário macro e o mercado segue atento ao projeto de lei de regulamentação dos criptoativos na maior economia do mundo

Criptomoedas: Mercado cripto enfrenta nova queda e altcoins voltam a níveis de 2022
 (dulezidar/Getty Images)

Criptomoedas: Mercado cripto enfrenta nova queda e altcoins voltam a níveis de 2022 (dulezidar/Getty Images)

Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 12 de maio de 2026 às 10h56.

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As altcoins, criptomoedas que não são o bitcoin, operam majoritariamente em queda nesta terça-feira, 12, conforme os investidores acompanham a divulgação da inflação nos Estados Unidos.   

Na maior economia do mundo, o Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) cresceu 0,6% em abril na comparação com março. O número veio em linha com a mediana das expectativas dos economistas. Na base anual, o CPI avançou a 3,8%, contra 3,7% estimados, e bem acima da meta do banco central dos EUA, que é de 2% de inflação ao ano. 

O mercado também acompanha o detalhamento do projeto de lei de regulamentação dos criptoativos dos Estados Unidos. A legislação mantém uma limitação à oferta de retorno para quem tem stablecoins, como defendem os bancos, mas protege os negócios nas finanças descentralizadas (DeFi), em aceno aos criptoentusiastas.   

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Às 10h36 (horário de Brasília), o ether, moeda digital da rede Ethereum, cai 1,9% em 24 horas, a US$ 2.280, enquanto o bitcoin tem queda de 0,5%.       

Ainda entre as principais altcoins, o BNB, token da Binance Smart Chain, sobe 1,2%, a US$ 659,74; o XRP, token de pagamentos internacionais utilizado pela Ripple, registra perdas de 0,6%, a US$ 1,45; e a solana tem leve variação negativa de 0,2%, a US$ 94,84.      

Aversão a risco

Segundo Gil Herrera, diretor de estratégia e expansão da Bitget para a América Latina, afirma que o CPI elevado reforça um posicionamento mais defensivo nos mercados globais. “Nesse cenário, ativos especulativos, incluindo criptomoedas, podem enfrentar pressão no curto prazo à medida que o capital migra para a força do dólar e exposições focadas em rendimento”, avalia Herrera.   

Já Rony Szuster, head de research do Mercado Bitcoin, aponta que o ether segue entre os destaques negativos de altcoins, aprofundando sua fraqueza relativa recente, enquanto a solana, apesar da correção no dia, mantém forte desempenho semanal.   

“A assimetria positiva permanece concentrada em narrativas ligadas a inteligência artificial, infraestrutura blockchain e DeFi, que continuam capturando fluxo mais agressivo”, argumenta.   

Nos fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de ether à vista que operam nas bolsas americanas, foi registrado ontem um saldo líquido negativo de US$ 17 milhões.    

Os dois maiores responsáveis pelo fluxo vendedor foram o ETHE, da Grayscale, com US$ 7,6 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras; e o ETH, mini trust da Grayscale, com US$ 5,6 milhões.   

ETFs de XRP têm entrada de capital  

No noticiário específico das altcoins, os ETFs de XRP tiveram seu melhor dia de entrada de capital desde 5 de janeiro na segunda-feira. Os fundos da criptomoeda registraram US$ 25,8 milhões em fluxo positivo.   

O dado foi puxado por US$ 13,6 milhões no XRPZ, da Franklin Templeton; US$ 7,6 milhões no XRP, da Bitwise; e US$ 4,6 milhões no GXRP, da Grayscale.   

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