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Bitcoin recua para US$ 68 mil enquanto atenção se volta para ultimato de Trump ao Irã

Maior criptomoeda do mundo tem movimento de correção após alta; especialista revela perspectivas

Donald Trump, presidente dos EUA, em entrevista coletiva na Casa Branca (Kent Nishimura/AFP)

Donald Trump, presidente dos EUA, em entrevista coletiva na Casa Branca (Kent Nishimura/AFP)

Mariana Maria Silva
Mariana Maria Silva

Editora do Future of Money

Publicado em 7 de abril de 2026 às 11h46.

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Nesta terça-feira, 7, o bitcoin é negociado em leve recuo. A maior criptomoeda do mundo. que chegou a se aproximar dos US$ 70 mil nos últimos dias, agora recua para a casa dos US$ 68 mil enquanto o mundo volta suas atenções para o ultimato do presidente Donald Trump ao Irã com relação ao preço do petróleo. O cenário macroeconômico e os desdobramentos dos conflitos geopolíticos devem continuar impactando a cotação dos principais ativos de investimento, incluindo as criptomoedas.

No momento, o bitcoin é cotado a US$ 68.024, com queda de 2% nas últimas 24 horas, segundo dados do CoinMarketCap. Nos últimos sete dias, a criptomoeda acumula alta de 1,3%.

O sentimento do mercado cripto, por outro lado, segue em "medo extremo", com o Índice de Medo e Ganância em 11 pontos.

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"O bitcoin estende o movimento de correção e volta a negociar abaixo dos US$ 69 mil após rejeição da faixa dos US$ 70 mil, um nível técnico relevante no curto prazo. O fluxo institucional trouxe um contraponto positivo, com ETFs à vista registrando entrada de US$ 471,32 milhões em um único dia — o maior nível desde 25 de fevereiro. Ainda assim, esse suporte não foi suficiente para sustentar o preço diante de um ambiente macro mais desafiador, indicando que, por ora, o mercado segue mais sensível a fatores de liquidez e risco global do que a fluxos pontuais", disse Gil Herrera, diretor de estratégia e operações da Bitget para a América Latina.

"No curto prazo, a atenção se volta para o prazo do ultimato do presidente Donald Trump ao Irã, que mantém o petróleo em níveis elevados — com o Brent acima de US$ 110 — e pressiona as expectativas de inflação. Esse movimento reduz o espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve, reforçando um cenário de liquidez ainda restrita. Assim, mesmo com sinais iniciais de retomada da demanda institucional, o pano de fundo segue sendo a reprecificação de juros e a ausência de melhora relevante na liquidez global. Até que esses vetores mudem — especialmente com os próximos dados de inflação nos EUA — o bitcoin tende a permanecer sensível ao macro, com viés mais cauteloso no curto prazo", acrescentou.

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