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Corretora de criptomoedas Kraken diz que está sendo ‘extorquida’ por hackers

Mesmo assim, empresa afirma que não pagará os criminosos e que os fundos de clientes estão seguros

 (Freepik)

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Ricardo Bomfim
Ricardo Bomfim

Editor do Future of Money

Publicado em 13 de abril de 2026 às 16h30.

Última atualização em 13 de abril de 2026 às 16h40.

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A corretora de criptomoedas norte-americana Kraken está sendo extorquida por hackers, informou o diretor de segurança da exchange, Nick Percoco.  

Em postagem na rede social X (Twitter), Percoco disse que o grupo de criminosos ameaça divulgar vídeos dos sistemas internos da empresa com dados de clientes.  

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No entanto, o executivo afirma que os sistemas nunca foram invadidos, nenhum fundo de cliente está em risco e a corretora não irá negociar com os hackers.  

Segundo Percoco, a Kraken identificou e impediu duas tentativas de “acesso inapropriado” a dados de atendimento aos clientes.  

Histórico da invasão 

O executivo da Kraken disse que encontrou, em fevereiro de 2025, um vídeo compartilhado em um fórum de criminosos que mostrava acesso aos sistemas de atendimento ao cliente da empresa.  

Após investigação, a corretora teria descoberto que um membro da equipe de atendimento estava envolvido no vazamento. “O acesso dele foi revogado imediatamente, uma investigação completa foi conduzida, colocamos controles adicionais de segurança e um número limitado de clientes afetados foram notificados”, informou Percoco. 

A segunda tentativa, segundo ele, ocorreu mais recentemente, com nova identificação do indivíduo responsável e encerramento do acesso.  

“Em ambos os incidentes, apenas um número muito pequeno de contas de clientes foi potencialmente visualizado - aproximadamente 2 mil no total (0,02% dos clientes)”, declarou o executivo.  

As tentativas de extorsão teriam vindo logo depois, com ameaças por parte dos criminosos de distribuir os dados provenientes de ambos os incidentes nas redes sociais e para veículos de imprensa.  

Ataques recentes 

Ataques hackers a corretoras de criptomoedas não são raros. Da invasão da Mt. Gox no começo da década passada ao ataque de US$ 1,5 bilhão na ByBit no ano passado, cibercriminosos diversas vezes tentaram furar a segurança dessas empresas e acessar ativos.  

Mesmo assim, a empresa de análise de blockchain Chainalysis, afirmou em relatório sobre os crimes no mundo cripto no ano passado que os mecanismos de segurança evoluíram.  

O desafio se torna, então combater a sofisticação dos crimes diante da proliferação daquilo que se chama “fraud-as-a-service", no qual cibercriminosos vendem ferramentas de roubo de informações e softwares maliciosos em fóruns na dark web.  

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