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4 sinais de início de mercado de baixa para o bitcoin

Após queda expressiva de 50% desde máxima histórica, bitcoin pode entrar em mercado de baixa, também conhecido como "inverno cripto"

 (envato/Reprodução)

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Publicado em 13 de fevereiro de 2026 às 09h30.

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O bitcoin acumula uma queda de 23,4% neste ano, após recuar mais de 6% em 2025. Os preços permanecem sob pressão constante, com a principal criptomoeda sendo negociada atualmente a US$ 67.214.

Nesse cenário, uma dúvida central pesa sobre o sentimento do mercado: quando a tendência de queda do bitcoin vai terminar? Quatro sinais indicam que o ativo pode estar nos estágios iniciais de um ciclo de baixa, aumentando a possibilidade de novas quedas.

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Fuga de capital confirma mudança para sentimento de baixa

Dados de fluxo de investidores sinalizam o primeiro alerta. Informações do CryptoQuant apontam que a entrada de novos investidores virou negativa. Segundo um analista, isso indica que a recente venda não está sendo absorvida por novo capital no mercado.

O analista explicou que, em fases de alta, o capital costuma aumentar durante correções, já que investidores veem quedas como oportunidade de compra. Por outro lado, a fase inicial de mercados de baixa geralmente é marcada pela retirada de recursos diante da fraqueza.

“Os atuais indicadores lembram transições pós-topos históricos, nas quais compradores marginais saem e o preço é movido por rotação interna, não por entradas líquidas. Sem renovação de fluxo, altas permanecem como correções. Esse comportamento reflete início de ciclo de baixa: liquidez em retração e participação reduzida”, acrescentou o analista.

Padrão técnico indica espaço para nova queda do bitcoin

O analista de cripto Jelle recorreu a dados históricos de ciclos para contextualizar o risco de queda atual. Ele explicou que, nos grandes mercados de baixa anteriores, o preço atingiu fundo abaixo do nível de retração de Fibonacci 0,618 a partir do topo do ciclo anterior.

O ciclo inicial apresentou queda mais acentuada, com o bitcoin caindo cerca de 64% além desse patamar. Nos ciclos seguintes, no entanto, a intensidade dessas baixas diminuiu.

No mercado de baixa mais recente, o fundo foi formado aproximadamente 45% abaixo desse limite de retração, demonstrando uma tendência de quedas progressivamente menores.

“O 0,618 a partir do topo atual do ciclo está em US$ 57 mil. Se o bitcoin atingir fundo apenas 30% abaixo desse nível desta vez, ainda veríamos US$ 42 mil”, destacou o analista.

Esse cenário sugere que a cotação pode recuar ainda mais. Outros especialistas já previram que o bitcoin poderia atingir fundo até abaixo de US$ 40 mil.

Indicador de ciclo de mercado aponta para maior risco de queda

O Indicador de Ciclo de Mercado de Alta-Baixa, que acompanha as diferentes fases do mercado, aponta que as condições de baixa começaram em outubro de 2025. Entretanto, a métrica ainda não atingiu aquela que costuma ser classificada como fase extremamente negativa.

Em ciclos anteriores, esse indicador chegou à faixas mais extremas, sugerindo que patamares inferiores ainda podem ocorrer.

Grandes investidores acumulam bitcoin, mas recuperação pode levar tempo

Por fim, dados on-chain mostram que grandes investidores de bitcoin seguiram acumulando durante o recuo recente, ao passo que retiradas nas exchanges continuam subindo. A média móvel simples de 30 dias das saídas das exchanges atingiu 3,2%.

Esse padrão repete o observado na primeira metade de 2022. Embora a acumulação por grandes investidores geralmente seja vista como positiva, o histórico recomenda cautela. No ciclo anterior, a recuperação mais ampla só aconteceu no início de 2023.

A semelhança estrutural indica que, apesar do posicionamento do capital considerado mais estratégico, isso não garante alta imediata. Os dados sugerem que o mercado ainda pode enfrentar pressão no curto prazo, mesmo que investidores de longo prazo ampliem exposição.

Paralelamente, análise da Kaiko apontou que o bitcoin mantém a tendência típica de ciclo de quatro anos. Segundo esse modelo, a empresa afirmou:

“O modelo do ciclo de quatro anos indica que deveríamos estar no patamar de 30%.”

Considerando esses quatro indicadores em conjunto, há indícios de que o bitcoin pode continuar sob pressão. No entanto, o término do mercado de baixa ainda divide opiniões entre especialistas.

Ray Youssef, CEO da NoOnes, afirmou ser improvável que o bitcoin apresente uma recuperação em V antes do verão de 2026. Julio Moreno, chefe de pesquisa da CryptoQuant, também aponta que a fase atual de baixa pode terminar no terceiro trimestre de 2026.

Por outro lado, Matt Hougan, CIO da Bitwise, apresenta uma perspectiva mais otimista, indicando que o fim do inverno cripto pode estar se aproximando.

*Matéria original por Lucas Espindola no BeinCrypto, portal parceiro da EXAME.

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