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Fundador da Gemini diz que o bitcoin está com 50% de desconto para compradores

Migração de capital para IA teria gerado uma oportunidade para as pessoas comprarem a criptomoeda a preços mais baixos

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Publicado em 20 de agosto de 2026 às 09h30.

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Cameron Winklevoss, cofundador da Gemini, afirma que o avanço da inteligência artificial (IA) proporcionou aos investidores uma espécie de máquina do tempo do bitcoin, já que o ativo opera atualmente perto da metade do valor registrado no ano passado.

Ele publicou essa análise no X, sugerindo que os investidores enxerguem a queda como uma oportunidade de entrada ao invés de enxergá-la como sinal de alerta.

Por que Winklevoss chama isso de máquina do tempo do Bitcoin?

De acordo com Winklevoss, o fluxo de capital para ações de IA teria reprimido os preços das criptos. Isso faz com que, agora, compradores possam acessar patamares que pareciam distantes há doze meses.

Ele associa o momento à disputa por capital. As ações de IA absorveram recursos que antes eram destinados a ativos de risco como o BTC.

A comparação parte de uma hipótese simples. Há um ano, o BTC era negociado acima de US$ 120 mil, e poucos investidores esperavam uma retração para a faixa dos US$ 60 mil.

O bitcoin atingiu o pico de US$ 126 mil e 80 em 6 de outubro de 2025, segundo dados de preços do BeInCrypto. Atualmente, o BTC opera a US$ 64 mil e 231, cerca de 49% abaixo desse recorde. Já o valor de mercado do ativo está próximo de US$ 1,29 trilhão.

O gráfico mostra onde ocorreu a queda mais expressiva. O BTC registrou forte retração em fevereiro de 2026 e permanece negociado abaixo de US$ 80 mil desde então.

A análise também reflete argumentações anteriores dele. Em julho, Winklevoss apoiou o bitcoin e a Zcash enquanto o recuo das ações de IA levou o índice Kospi da Coreia do Sul a cair quase 11%.

O histórico de negociações do próprio Winklevoss adiciona complexidade ao posicionamento. Em março, os gêmeos transferiram US$ 130 milhões em BTC para carteiras da Gemini, gesto interpretado por analistas como preparação para venda.

A Gemini também sentiu diretamente a retração. A exchange reduziu cerca de 30% do quadro de funcionários neste ano e registrou prejuízo de US$ 585 milhões em 2025.

Analistas ainda enxergam espaço abaixo de US$ 64 mil?

Nem todos consideram o nível de preço atual um piso. Um levantamento do BeInCrypto sobre o ciclo identificou o fundo do mercado de baixa próximo de US$ 47 mil.

A demanda institucional também segue fraca. Na semana passada, os fundos negociados em bolsa (ETFs, na sigla em inglês) de bitcoin à vista registraram saída de US$ 390 milhões em meio à alta dos preços do petróleo.

A questão envolvendo IA apresenta impactos distintos. O movimento de saída de recursos das ações de IA pode impulsionar as criptos. Contudo, uma liquidação ampla de risco tende a pressionar o BTC para baixo inicialmente.

Ainda assim, o bitcoin apresentou certo grau de independência nesta semana. Na segunda-feira, o S&P 500 cedeu, enquanto o BTC superou os US$ 64 mil antes da divulgação da ata do Federal Reserve.

Winklevoss encerrou sua publicação questionando quando o bitcoin retornará ao patamar do passado. Investidores que acompanham o preço atual do bitcoin poderão encontrar parte da resposta na ata do Fed a ser divulgada nesta semana.

*Matéria original escrita por Lucas Espindola no BeinCrypto, portal parceiro da EXAME.

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