Roger Federer: partida amistosa preenche uma lacuna que ficou em aberto desde 2019 (Cameron Smith/Getty Images)
Repórter
Publicado em 24 de agosto de 2026 às 20h11.
Última atualização em 24 de agosto de 2026 às 20h14.
Roger Federer vai pisar de novo no Arthur Ashe Stadium. Não para competir, mas para se despedir do jeito que Nova York nunca teve a chance de fazer.
O suíço confirmou nesta segunda-feira, 24, que vai fazer um jogo exibição na terça, véspera do início do US Open, ao lado de nomes que ajudaram a escrever a história recente do tênis: Andy Roddick, Andre Agassi e John McEnroe. Juntos, os quatro somam 12 títulos de simples do torneio.
"É uma grande oportunidade de dizer 'obrigado'", resumiu Federer em coletiva de imprensa.
A partida amistosa preenche uma lacuna que ficou em aberto desde 2019, quando Federer caiu para o búlgaro Grigor Dimitrov nas quartas de final do US Open — na época, sem imaginar que aquele seria seu último jogo no torneio.
Lesões o tiraram das edições de 2020 e 2021, e a aposentadoria veio pouco depois, selada na Laver Cup de setembro de 2022. Ao contrário de Agassi ou Serena Williams, o vencedor de 20 Grand Slams nunca teve uma cerimônia de despedida em Nova York.
Federer já disputou outros jogos exibição desde que parou, mas contou que só agora a agenda permitiu um retorno à cidade. O motivo, segundo ele, também passa pelos filhos, hoje com 12 e 17 anos. "As crianças estão crescendo", disse. "Então, talvez eles também possam gostar de ver o pai jogar um pouco."
No entanto, Federer afirma que não é para levar a sério. "Não vamos jogar uma melhor de cinco sets", afirmou. "Espero que seja muito divertido para nós e para os fãs, que eles possam nos ver jogando novamente."
Questionado, mais de uma vez, sobre um possível convite especial para voltar a competir de verdade no US Open, Federer não deixou margem para especulação: "Simplesmente há obstáculos demais e estou muito ocupado. Tudo bem, agora sou apenas um fã, gosto só de assistir."
Ao longo de sua trajetória no tênis, Federer conquistou 20 títulos de Grand Slam e estabeleceu uma das sequências mais marcantes da história do US Open, com cinco títulos consecutivos entre 2004 e 2008.
(Com AFP)