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Sentiu no bolso? Roger Federer perde R$ 270 milhões em um dia e deixa clube dos bilionários

Aposentado desde 2022, o suíço acumulou US$ 131 milhões em premiações ao longo da carreira e conquistou 20 títulos de Grand Slam

O suíço Roger Federer com modelos de tênis da marca Suíça On, da qual é um dos investidores | Foto: On/Divulgação (On/Divulgação)

O suíço Roger Federer com modelos de tênis da marca Suíça On, da qual é um dos investidores | Foto: On/Divulgação (On/Divulgação)

Luiz Anversa
Luiz Anversa

Repórter

Publicado em 11 de agosto de 2026 às 20h53.

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Roger Federer voltou a ficar abaixo da marca de US$ 1 bilhão em patrimônio após a forte queda das ações da On Holding, fabricante suíça de artigos esportivos da qual é acionista. Segundo estimativas da Forbes, a fortuna do ex-tenista recuou para US$ 952,4 milhões (R$ 4,86 bilhões) nesta terça-feira, uma perda de cerca de US$ 52 milhões (cerca de R$ 270 milhões) em um único dia.

O movimento ocorreu após a divulgação dos resultados do segundo trimestre da On. Apesar de registrar crescimento de receita de 13% na comparação anual, para 850,4 milhões de francos suíços, a empresa ficou abaixo das projeções do mercado, o que levou os papéis a caírem aproximadamente 19%.

Nem todos os indicadores vieram negativos. A companhia reportou lucro líquido de 105 milhões de francos suíços, revertendo o prejuízo registrado no mesmo período do ano passado, e elevou sua projeção de margem bruta para 65% em 2025.

A participação de Federer no negócio

Federer detém cerca de 2,5% da On Holding, participação adquirida em 2019 e que foi decisiva para que seu patrimônio ultrapassasse US$ 1 bilhão no ano passado. Além do investimento, o ex-atleta construiu sua fortuna por meio de contratos de patrocínio de longo prazo com marcas globais.

Aposentado desde 2022, o suíço acumulou US$ 131 milhões em premiações ao longo da carreira e conquistou 20 títulos de Grand Slam

Por dentro da primeira loja da On no Brasil, inspirada no Sesc Pompeia

A On dá um novo passo em sua expansão no Brasil com a abertura das primeiras lojas próprias no país. A marca suíça de sportswear inaugura, amanhã, 30, uma unidade de 205 metros quadrados no JK Iguatemi e, em 6 de agosto, outra de 305 metros quadrados no MorumbiShopping, ambas em São Paulo. Até o fim do ano, uma terceira loja será aberta no Shopping Leblon, no Rio de Janeiro.

Para a companhia, a chegada do varejo físico acompanha o crescimento acelerado da operação brasileira. Segundo Fiorella Palacios, Senior Director Latam da On, o Brasil é hoje o mercado que mais cresce nas Américas, região que responde por mais de 50% das vendas globais da empresa. "Você não pode ser uma marca global sem estar no Brasil. Além da oportunidade de negócio, encontramos aqui um consumidor sofisticado, apaixonado por esporte, performance e lifestyle", disse durante a apresentação da estratégia da marca.

A escolha de São Paulo para receber as primeiras lojas também faz parte desse posicionamento. Segundo Palacios, a empresa seleciona cidades influentes, com comunidades esportivas consolidadas e consumidores preparados para receber a marca. "São Paulo influencia não apenas o Brasil, mas toda a América Latina quando falamos de performance e lifestyle."

Mais do que ampliar a distribuição, a empresa pretende transformar as lojas em espaços de experimentação. "Queremos que essas lojas sejam mais do que pontos de venda. Nossa ambição é que se tornem pontos de encontro para pessoas que amam o movimento, onde possam experimentar nossa tecnologia, encontrar o produto certo e se conectar com a marca e entre si", diz Palacios.

A estratégia reflete uma das principais apostas da On ao apresentar ao público brasileiro um portfólio mais amplo do que os tênis de corrida pelos quais a marca se tornou conhecida. As lojas reunirão o sortimento completo da empresa, com mais de 1.000 skus, incluindo calçados para corrida de rua e trilha, academia, tênis, além de roupas e acessórios.

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