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Lamine Yamal vale mais que o elenco inteiro da Arábia Saudita

Sozinho, atacante de 18 anos supera em até 12 vezes o valor de mercado somado dos 26 convocados sauditas na Copa do Mundo

Lamine Yamal: jogador da Espanha vale mais que a seleção toda da Arábia ((Foto: Pedro Salado/Getty Images))

Lamine Yamal: jogador da Espanha vale mais que a seleção toda da Arábia ((Foto: Pedro Salado/Getty Images))

Tamires Vitorio
Tamires Vitorio

Repórter de Inteligência Artificial e Tecnologia

Publicado em 21 de junho de 2026 às 12h31.

Última atualização em 21 de junho de 2026 às 12h37.

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Um único jogador vale mais do que uma seleção inteira na Copa do Mundo de 2026. O atacante espanhol Lamine Yamal, de 18 anos, tem valor de mercado individual que ultrapassa o de todo o elenco da Arábia Saudita somado — mesmo pela conta mais conservadora entre as consultorias que avaliam o mercado do futebol mundial.

O elenco saudita, 26 jogadores convocados, está avaliado em 27,63 milhões de euros, segundo o Transfermarkt. Yamal, sozinho, aparece no mesmo ranking com 200 milhões de euros, mais de sete vezes o valor de toda a seleção árabe.

A distância só aumenta com outras metodologias

A diferença fica ainda mais extrema quando se usam outras formas de calcular valor de mercado.

Pela plataforma TransferRoom, que adota o indicador "Expected Transfer Value" (uma estimativa de quanto um clube receberia ao negociar o atleta), Yamal sobe para 253,6 milhões de euros, mais de nove vezes o elenco saudita inteiro.

Já o CIES Football Observatory, organização ligada ao futebol internacional que considera idade, desempenho recente, potencial de evolução e tempo de contrato em sua metodologia, avalia o atacante do Barcelona em 358,1 milhões de euros.

Nesse caso, o jovem espanhol vale, sozinho, mais de 12 vezes o valor de toda a seleção da Arábia Saudita.

Por que a distância é tão grande

A disparidade reflete dois mundos distintos dentro do mesmo torneio. Yamal estourou no Barcelona aos 16 anos, foi eleito o melhor jogador da temporada de La Liga e foi peça-chave na conquista da Eurocopa de 2024, com gol decisivo contra a França.

Aos 18 anos, ele já lidera o ranking de jogadores mais valiosos da Copa inteira — acima de nomes consolidados como Mbappé e Haaland.

O elenco saudita, por outro lado, é formado quase inteiramente por atletas da liga local do país, com pouca exposição ao mercado europeu, onde a maior parte do valor de transferência do futebol mundial é negociada.

A seleção ocupa a 61ª posição no ranking da Fifa e chega ao torneio sob instabilidade técnica, depois de demitir o técnico Hervé Renard a poucos meses da Copa e contratar às pressas o grego Georgios Donis.

Um abismo que se repete em outros confrontos

A distância entre Yamal e a Arábia Saudita não é um caso isolado no torneio.

A própria Espanha já viveu situação parecida na fase de grupos: o elenco espanhol, avaliado em 1,22 bilhão de euros, é 22 vezes mais caro que o de Cabo Verde, avaliado em 54,5 milhões de euros — e mesmo assim os dois empataram sem gols na estreia do grupo, em um dos resultados mais simbólicos da Copa até aqui.

Os números de mercado, no entanto, não decidem partidas.

Servem como retrato financeiro de um torneio que reúne, lado a lado, os clubes mais ricos da Europa e seleções formadas quase inteiramente por jogadores de ligas locais — uma desigualdade que o dinheiro explica, mas que o campo, como mostrou Cabo Verde, nem sempre confirma.

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