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Federer vê backhand de uma mão perder espaço, mas descarta fim da técnica

Ex-tenista afirma que golpe exige mais tempo de aprendizado e relaciona queda no uso às mudanças ocorridas na modalidade

Federer explica por que backhand de uma mão está desaparecendo do tênis (James Manning/Getty Images)

Federer explica por que backhand de uma mão está desaparecendo do tênis (James Manning/Getty Images)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 30 de agosto de 2026 às 09h30.

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O backhand de uma mão, movimento associado a nomes como Roger Federer, perdeu espaço entre os jogadores do circuito mundial de tênis. A técnica, na qual o atleta utiliza apenas um braço para rebater a bola pelo lado oposto à mão dominante, aparece com menos frequência diante da adoção do golpe com as duas mãos.

Ex-número 1 do mundo, Roger Federer relaciona essa mudança ao processo de formação dos tenistas. Segundo o suíço, a técnica ensinada pelos treinadores durante as categorias de base pode influenciar a escolha feita pelos atletas ao longo da carreira.

"Os treinadores que tive enquanto crescia eram, eu diria, 90% jogadores de backhand com uma mão. Então, acho que quando seu treinador usa uma mão só, é muito provável que você também jogue assim", afirmou Federer.

A transformação também acompanha mudanças na própria modalidade. Materiais das raquetes, cordas, bolas, superfícies das quadras e métodos de treinamento modificaram a dinâmica dos pontos e a preparação dos jogadores.

Com trocas de bola mais intensas no fundo da quadra, o backhand de duas mãos passou a oferecer mais estabilidade para lidar com o ritmo das partidas. O movimento permite que o jogador utilize os dois braços na execução e no controle da rebatida.

Federer ainda vê espaço para o backhand de uma mão

Mesmo com a redução no número de atletas que adotam o golpe, Roger Federer não considera que a técnica esteja destinada a desaparecer do circuito. Para o suíço, o backhand de uma mão demanda mais tempo durante o processo de aprendizagem.

O ex-tenista também aponta que o movimento ainda pode ser utilizado por jogadores que consigam incorporá-lo ao próprio estilo de jogo. A permanência da técnica, nesse cenário, depende da formação e da capacidade de execução de cada atleta.

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