Neymar: recuperado da lesão na panturrilha, o camisa 10 deve ganhar minutos contra a Escócia (Mauro PIMENTEL / AFP) ( (Foto de Mauro PIMENTEL / AFP))
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Publicado em 23 de junho de 2026 às 15h35.
Após se recuperar de uma lesão na panturrilha, Neymar vive a expectativa de ganhar seus primeiros minutos na Copa do Mundo de 2026 diante da Escócia. O duelo será nesta quarta-feira, 24, às 19h (horário de Brasília), no Hard Rock Stadium, em Miami, pela última rodada da fase de grupos.
Porém, em seu possível retorno, o camisa 10 terá uma mudança significativa em função dentro de campo pela Amarelinha. Carlo Ancelotti já deixou claro que pretende utilizar o atacante de forma diferente da que atuou durante grande parte da carreira.
Segundo o treinador italiano, Neymar não será escalado pelos lados do campo. A ideia é que o astro atue de maneira centralizada, ocupando uma função semelhante à exercida por Matheus Cunha na vitória sobre o Haiti.
Após o amistoso contra o Panamá, disputado no Maracanã no dia 31 de maio, Ancelotti explicou como enxerga a utilização do craque brasileiro.
“O Neymar tem que jogar por dentro do campo, não pode jogar por fora. Ele não vai jogar como extremo (ponta), vai jogar por dentro do campo, como atacante ou segundo atacante. É a posição que hoje jogaram o Vinicius e o Raphinha. (Neymar vai jogar) em uma dessas posições”, afirmou o treinador.
A ideia do comandante da Seleção é aproveitar a capacidade criativa do camisa 10 em uma função mais centralizada, permitindo que ele participe mais da construção das jogadas e tenha liberdade para circular entre os setores ofensivos.
No Santos, Neymar vinha atuando muitas vezes como um meia-armador clássico, responsável por organizar as ações ofensivas da equipe. Entretanto, o modelo adotado por Ancelotti na Seleção Brasileira não utiliza um camisa 10 tradicional. Por isso, o jogador deve atuar alguns metros mais à frente, desempenhando um papel de falso 9.
Diferentemente de um centroavante tradicional, que permanece próximo da área adversária aguardando oportunidades para finalizar, o falso 9 tem liberdade para recuar e participar da criação das jogadas.
Ele não fica preso entre os zagueiros e busca espaços no meio-campo. Na prática, é um jogador que se transforma em um articulador, criando espaços para os companheiros atacarem e ajudando na construção ofensiva da equipe.