Além das disputas, evento teve vilas tradicionais, yurts, artesanato e atrações culturais (Vyacheslav OSELEDKO / AFP via Getty Images)
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Publicado em 7 de setembro de 2026 às 16h22.
Cavalos em alta velocidade, lutas tradicionais, tiro com arco, provas de força e jogos que atravessaram gerações. Em vez de modalidades como futebol, atletismo ou natação, os World Nomad Games, ou Jogos Mundiais Nômades, colocam no centro esportes ligados ao modo de vida e às tradições de povos nômades.
A sexta edição do evento terminou neste domingo, 6, no Quirguistão, após reunir mais de 3 mil atletas de 110 países. Parte das competições foi realizada na região de Issyk-Kul, em meio a uma programação que também incluiu música, artesanato, gastronomia e atividades culturais.
O Cazaquistão terminou na liderança geral de medalhas, enquanto o Brasil participou de três modalidades: cabo de guerra, alysh e toguz korgool.
Os Jogos Mundiais Nômades são uma competição internacional criada para preservar e divulgar práticas esportivas e culturais associadas a povos nômades.
A programação reúne modalidades pouco comuns no esporte tradicional, como kok boru, diferentes estilos de luta, tiro com arco, falcoaria e provas de força.
Além das disputas esportivas, o evento inclui atividades culturais e científicas voltadas à preservação do patrimônio histórico e das tradições da Ásia Central.
A sexta edição começou em Bishkek, capital do Quirguistão, antes de seguir para a região de Issyk-Kul, onde parte das competições ocorreu em uma área próxima ao lago e ao desfiladeiro de Kyrchyn.
O local recebeu competições de tiro com arco, modalidades equestres e provas de força, além de uma estrutura dedicada à cultura nômade.
Cada região do Quirguistão montou vilas com yurts (habitações tradicionais cobertas por feltro), peles e tecidos. Nos dois primeiros dias, mais de 150 mil visitantes passaram pela atração, que reuniu música, artesanato e gastronomia.
A estrutura, chamada “The Universe of Nomads”, Universo dos Nômades, deve permanecer aberta como atração turística após os Jogos.
O Cazaquistão foi declarado o vencedor do quadro geral de medalhas pelo comitê organizador.
O país terminou a competição com 74 medalhas, sendo:
A definição ocorreu após uma divergência técnica na contagem. Segundo a organização, as medalhas de três atletas cazaques passaram a ser contabilizadas separadamente, colocando o país na primeira posição.
O Brasil participou dos Jogos Mundiais Nômades com cerca de 20 atletas em três modalidades.
A delegação competiu no:
A presença brasileira foi organizada com participação de atletas ligados à Associação Brasileira de Cabo de Guerra.
Entretanto, os atletas não conquistaram medalhas ou posições na edição de 2026.
O evento reúne modalidades diretamente ligadas a práticas históricas de povos nômades da Ásia Central.
Entre elas está o kok boru, jogo equestre tradicional da região. Também há disputas de luta, tiro com arco, cabo de guerra e falcoaria.
Uma das provas mais incomuns da edição de 2026 foi a de quebra de ossos, modalidade tradicional em que competidores quebram ossos de animais já mortos com as mãos. O campeão mundial da Mongólia venceu novamente ao quebrar 58 ossos em um minuto.
Os Jogos combinam competição esportiva e preservação cultural, com foco em tradições que ainda fazem parte da identidade de países da Ásia Central.