Ancelotti: técnico italiano deve ficar na seleção brasileira até a Copa do Mundo de 2030 (NELSON ALMEIDA/AFP /Getty Images)
Redação Exame
Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 14h52.
O presidente da CBF, Samir Xaud, afirmou nesta terça-feira, 24, que o novo contrato do técnico Carlo Ancelotti com a seleção brasileira está passando “por ajustes burocráticos e jurídicos” antes de ser formalizado. O acordo prevê a permanência do treinador até a Copa do Mundo de 2030.
A declaração foi feita a jornalistas na sede da entidade, no Rio de Janeiro, após encontro com Javier Tebas, presidente da La Liga.
Segundo Xaud, a decisão de estender o vínculo tem como objetivo dar continuidade ao trabalho do técnico italiano. As conversas para a renovação começaram em outubro e avançaram na reta final do ano, com o aval de Ancelotti para os termos apresentados pela Confederação Brasileira de Futebol.
“O que nós queremos, é o que eu sempre falo: nada de imediato, mas, sim, um trabalho de uma construção, A gente acredita que um ano é muito pouco para desenvolver um trabalho que deixe frutos e resultados”, disse o presidente.
Ele também ressaltou a confiança da diretoria no trabalho do treinador. “Nós temos a melhor matéria prima do mundo em relação ao técnico, temos que aproveitar isso, esse tempo dele aqui no Brasil junto à seleção brasileira. Eu acredito muito no trabalho que ele vem fazendo na seleção brasileira. Por confiar nisso, a gente iniciou essa conversa de renovação”, completou.
Ancelotti já tem o maior salário entre técnicos de seleções no mundo, com cerca de 10 milhões de euros por ano (R$ 63,4 milhões). A extensão do contrato deve manter condições semelhantes, com ajustes nas bonificações por títulos.
O acordo atual prevê um bônus de 5 milhões de euros (R$ 31,7 milhões) caso o Brasil conquiste o hexacampeonato na Copa do Mundo de 2026.