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Renner começa a avaliar riscos climáticos antes de abrir novas lojas

Varejista trabalha com a WayCarbon, consultoria de soluções climáticas, levando em conta a geografia e o urbanismo de diferentes regiões e antecipar prejuízos ao negócio

Os dados coletados pelas companhias também passam a ser usados para reportar informações ao IFRS (Lucas Jones Dias/Renner/Divulgação)

Os dados coletados pelas companhias também passam a ser usados para reportar informações ao IFRS (Lucas Jones Dias/Renner/Divulgação)

Letícia Ozório
Letícia Ozório

Repórter de ESG

Publicado em 15 de janeiro de 2026 às 15h03.

Última atualização em 15 de janeiro de 2026 às 15h22.

Desde 2025, a varejista de moda Lojas Renner passou a aplicar uma análise dos riscos climáticos antes de abrir cada uma das suas novas lojas pelo Brasil. A estratégia é antecipar a exposição do negócio a eventos extremos do clima, como alagamentos, tempestades e ondas de calor, levando em conta a geografia e urbanismo de diferentes regiões — e antecipar os possíveis prejuízos.

O trabalho, divulgado com exclusividade para a EXAME, é feito em parceria com a WayCarbon, consultoria de soluções climáticas focadas na transição energética e net-zero. Ao longo do ano passado, o projeto contemplou 30 lojas da Renner.

Melina Amoni, gerente de riscos climáticos e adaptação da WayCarbon, explica como é feito o trabalho. Antes de instalar uma nova loja da varejista nas ruas ou shoppings centers, a WayCarbon realiza uma diligência climática.

“Ao entender as vulnerabilidades e possíveis impactos financeiros antecipadamente, a empresa pode tomar decisões estratégicas e adotar medidas de adaptação para fortalecer a resiliência do negócio frente a um cenário de eventos extremos cada vez mais frequentes”, explica.

Avaliação de riscos climáticos

Os dados coletados pelas companhias também passam a ser usados para reportar informações de acordo com a International Financial Reporting Standards (IFRS), uma das principais normas de sustentabilidade para o mercado financeiro.

O diretor de sustentabilidade da Lojas Renner, Eduardo Ferlauto, afirmou que a antecipação de riscos climáticos é uma decisão estratégica para a companhia, e que reforça o compromisso com a sustentabilidade e a resiliência. “Ao integrar essa análise ao processo de expansão, conseguimos não apenas reduzir vulnerabilidades, mas também garantir que cada nova loja esteja preparada para um cenário de eventos extremos cada vez mais frequentes”, conta.

Parceria entre Renner e WayCarbon

O trabalho entre Renner e WayCarbon começou em 2018, quando a consultoria passou a atuar para desenvolver um guia de riscos climáticos para a companhia, lançado em 2024. O material trata de alertar a cadeia de suprimentos sobre os possíveis impactos da indústria têxtil a partir da crise climática e como os negócios podem buscar a adaptação.

Melina Amoni afirma que a maturidade da Renner em relação à agenda climática foi um determinante para o sucesso do projeto. “Eles são referência para o mercado brasileiro, pois tratam a sustentabilidade como pilar do negócio. A agenda está integrada aos níveis operacional, tático e estratégico da empresa, como deve ser”, explica.

Acompanhe tudo sobre:RennerCarbonoMudanças climáticas

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