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A expectativa é que o sistema entregue potência suficiente para viabilizar operações complexas
Redação Exame
Publicado em 17 de janeiro de 2026 às 19h25.
A NASA anunciou que pretende instalar e operar uma usina nuclear na superfície da Lua ainda nesta década.
O projeto, que está sendo desenvolvido em parceria com o Departamento de Energia dos Estados Unidos, visa fornecer energia constante e confiável para futuras bases lunares e missões espaciais de longo prazo, superando as limitações de fontes como a solar.
O plano prevê o desenvolvimento de um reator de fissão nuclear de superfície, capaz de gerar eletricidade de forma ininterrupta, mesmo durante as longas noites lunares, que duram aproximadamente 14 dias terrestres.
Isso tornaria a energia nuclear uma opção mais estável do que os painéis solares, especialmente em regiões permanentemente sombreadas ou distantes do alcance da luz solar.
A iniciativa está alinhada ao programa Artemis, que busca estabelecer uma presença humana sustentável na Lua e, posteriormente, viabilizar missões tripuladas a Marte.
O reator será projetado para operar por muitos anos sem necessidade de reabastecimento, alimentando habitats, laboratórios científicos, sistemas de suporte à vida e outras infraestruturas essenciais para estadias prolongadas.
Segundo a agência espacial, a energia nuclear é vista como um passo fundamental para criar uma infraestrutura robusta no satélite, permitindo pesquisas avançadas e servindo como uma base estratégica para explorações no espaço profundo.
A expectativa é que o sistema entregue potência suficiente para viabilizar operações complexas na superfície lunar, algo difícil de alcançar apenas com fontes intermitentes.