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Museu das Favelas forma jovens de periferia em tecnologia e criação de conteúdo

Projeto Favela Inteligência Ancestral criou uma imersão em arte, tecnologia e mídias digitais para alunos entre 16 e 29 anos

Em 20 de dezembro, o Museu realizou um evento com a exibição de todos os projetos criados ao longo da trajetória dos alunos (Leandro Fonseca/Exame)

Em 20 de dezembro, o Museu realizou um evento com a exibição de todos os projetos criados ao longo da trajetória dos alunos (Leandro Fonseca/Exame)

Letícia Ozório
Letícia Ozório

Repórter de ESG

Publicado em 8 de janeiro de 2025 às 11h53.

O Museu das Favelas acaba de encerrar a primeira edição do projeto Favela Inteligência Ancestral, voltado para a formação de jovens de periferia entre 16 e 29 anos sobre a criação de conteúdo digital e tecnologia. De forma gratuita, o programa buscou criar uma imersão entre arte, tecnologia e mídias digitais.

Segundo Natalia Cunha, diretora do Museu das Favelas, o objetivo do curso é fornecer as ferramentas para que os jovens “se tornem protagonistas no universo digital, transformando suas realidades e impactando a sociedade”, conta.

Foram dez encontros presenciais e online, que contaram com a participação de especialistas do audiovisual e de redes sociais, como Andreza Delgado, diretora criativa da Perifacon, Peu Pereira, cinegrafista, e Thais Scabio, cineasta.

Formação para jovens

Para Delgado, o processo ajudou a aprimorar as habilidades técnicas dos jovens, sem deixar de lado o uso da tecnologia como uma ferramenta de expressão e transformação cultural. “Ver essa geração criar conteúdo digital com sua própria visão e vivência é um exemplo claro de como a inovação pode surgir de dentro das periferias, desafiando e enriquecendo a cena digital", conta.

Em 20 de dezembro, o Museu realizou um evento com a exibição de todos os projetos criados ao longo da trajetória dos alunos.

A iniciativa foi realizada em parceria com a EY, consultoria de negócios, que buscou potencializar as habilidades do mundo digital entre os jovens. “Estamos orgulhosos de apoiar o projeto, que é uma ferramenta poderosa para transformar o futuro das periferias”, disse Maithê Paris, líder de Diversidade, Equidade e Inclusão na EY.

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