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Sesi Lab inaugura projeto de agroecologia urbana com apoio de Bayer e TikTok

Projeto reúne cerca de 90 espécies de quatro biomas brasileiros e incorpora práticas de agricultura regenerativa, monitoramento ambiental e atividades voltadas ao público

Iniciativa ocupará área entre o Sesi Lab e a Biblioteca Nacional e será aberta ao público como espaço permanente de aprendizagem (Sesi/Divulgação)

Iniciativa ocupará área entre o Sesi Lab e a Biblioteca Nacional e será aberta ao público como espaço permanente de aprendizagem (Sesi/Divulgação)

Letícia Ozório
Letícia Ozório

Repórter de ESG

Publicado em 29 de junho de 2026 às 10h45.

Última atualização em 29 de junho de 2026 às 11h14.

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O Sesi Lab vai transformar uma área de aproximadamente 6,2 mil metros quadrados, entre o museu e a Biblioteca Nacional, em Brasília, em um sistema agroecológico voltado à educação ambiental. Batizado de Cultiva Lab, o espaço reunirá cerca de 90 espécies representativas dos biomas Cerrado, Amazônia, Mata Atlântica e Caatinga e será desenvolvido em parceria com a Bayer, empresa química e farmacêutica, e o TikTok, plataforma de vídeos.

O lançamento do projeto está marcado para 29 de junho, quando estudantes e autoridades participarão do plantio das primeiras mudas.

O projeto busca integrar arte, ciência aplicada e paisagismo produtivo em um espaço permanente de aprendizagem sobre sustentabilidade, biodiversidade e agroecologia. Segundo o Sesi Lab, a iniciativa também prevê monitoramento ambiental e adoção de práticas ligadas à agricultura regenerativa, com foco na regeneração do solo e no sequestro de carbono.

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Claudia Ramalho, superintendente de Cultura do Sesi, afirma que o Cultiva Lab reforça a vocação do Sesi Lab como um espaço de aprendizagem viva, onde ciência, educação e sustentabilidade se encontram. "Ao transformar uma área urbana em um ambiente expositivo e de experimentação agroecológica, convidamos o público a refletir, na prática, sobre os desafios ambientais do nosso tempo e sobre as escolhas que impactam o futuro das cidades", afirma.

O sistema será estruturado com base em princípios da agroecologia e da agricultura regenerativa. O projeto técnico foi desenvolvido em parceria com o IPOEMA, Instituto de Permacultura, e aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e demais órgãos responsáveis pelo planejamento urbanístico. O espaço será permanente, aberto ao público e integrado à programação do museu. A área também faz parte do programa "Adote uma Praça", do Governo do Distrito Federal.

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Além da recuperação ambiental, o Cultiva Lab terá caráter educativo. A proposta é que o espaço funcione como uma plataforma integrada às metodologias STEAM, sigla em inglês para ciência, tecnologia, engenharia, artes e matemática, e CTSA, abordagem que relaciona ciência, tecnologia, sociedade e meio ambiente.

O público poderá participar de trilhas pedagógicas, atividades mediadas e experiências voltadas à compreensão de temas como sucessão ecológica, regeneração ambiental, biodiversidade, segurança alimentar e a relação entre cidade e natureza.

A implantação será feita em quatro etapas. A primeira envolve o preparo do solo e o plantio inicial das mudas. A segunda, prevista a partir do sexto mês, contempla o fortalecimento do solo, o crescimento das espécies pioneiras e as primeiras colheitas.

Em seguida, o projeto prevê a ampliação da diversidade biológica e das atividades educativas e expositivas. Na fase final, com árvores de maior porte estabelecidas, o espaço deverá alcançar sua maturidade ecológica e consolidar-se como um ambiente permanente dedicado à agroecologia urbana.

Para a Bayer, a iniciativa está alinhada à estratégia da empresa voltada à agricultura regenerativa. "Para o futuro da agricultura, nossa visão é: produzir mais, restaurar a natureza e escalar a agricultura regenerativa. Essa visão ganha vida com a parceria com o Cultiva Lab, que amplia o conhecimento da sociedade e demonstra a importância de unirmos inovação, tecnologia e sustentabilidade no campo", diz Demetrius Cruz, diretor de Assuntos Públicos e Sustentabilidade da companhia.

Segundo ele, a produção agropecuária brasileira atualmente alimenta cerca de 800 milhões de pessoas e depende do desenvolvimento de soluções voltadas ao aumento da produtividade e à proteção ambiental.

Sistemas agroflorestais produtivos

O TikTok afirma que o projeto integra sua estratégia de responsabilidade social e sua campanha global Ingrediente Principal, voltada à promoção da alimentação saudável e do acesso à informação.

"Sabemos que os desafios ambientais são globais e acreditamos que cada organização deve fazer sua parte. No TikTok, colaboramos com parceiros para gerar impacto positivo. O apoio ao Sesi Lab, por meio do Cultiva Lab, é um exemplo concreto desse compromisso ao transformar um espaço urbano em uma experiência de aprendizagem sobre agroecologia, regeneração e biodiversidade", afirma Handemba Mutana, diretor de Responsabilidade Social do TikTok no Brasil.

Segundo o executivo, ao abordar temas como sistemas agroflorestais produtivos, segurança alimentar e acesso ao conhecimento aplicado, a iniciativa também busca conectar educação ambiental e disseminação de informações sobre sustentabilidade.

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