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COP31: programação dá continuidade a temas discutidos em Belém e concentra debates sobre implementação, políticas públicas e financiamento climático (Leandro Fonseca/Exame)
Repórter de ESG
Publicado em 7 de outubro de 2026 às 15h18.
O Brasil definiu os 114 eventos da programação oficial de seu pavilhão na COP31, conferência do clima das Nações Unidas prevista para 9 a 20 de novembro, em Antalya, na Turquia. A agenda brasileira ocorrerá de 9 a 19 de novembro e reunirá debates sobre desmatamento, energia, financiamento climático, agricultura, justiça climática e adaptação.
O Brasil definiu os 114 eventos que farão parte da programação oficial de seu pavilhão na COP31, conferência do clima das Nações Unidas que será realizada de 9 a 20 de novembro, em Antalya, na Turquia.
A agenda brasileira começa em 9 de novembro e vai até o dia 19, com debates sobre desmatamento, combustíveis fósseis, financiamento climático, agricultura, racismo ambiental, mercados de carbono e adaptação das cidades.
As propostas foram escolhidas entre 780 inscrições recebidas pelo edital organizado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), pela Presidência da COP30 e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).
Segundo os organizadores, a seleção levou em conta critérios como aderência aos temas da conferência, qualidade técnica, diversidade regional e setorial, potencial de impacto e alinhamento às prioridades das agendas climáticas brasileira e internacional.
Os eventos serão distribuídos entre os auditórios Belém e Mutirão Global, dentro do Pavilhão do Brasil na Zona Azul da COP31, área oficial da conferência. A programação prevê a participação de representantes de governos, povos indígenas e comunidades tradicionais, empresas, universidades, organizações da sociedade civil e organismos internacionais.
A divisão entre os dois espaços também sinaliza diferentes objetivos da presença brasileira na conferência. O Auditório Belém será dedicado principalmente a experiências e políticas relacionadas à agenda climática brasileira. Já o Mutirão Global concentrará eventos ligados à Agenda Global de Ação Climática e aos seis eixos definidos a partir do primeiro Balanço Global, processo de avaliação coletiva do avanço dos países na implementação do Acordo de Paris.
No dia 10 de novembro, Ibama e Ministério do Meio Ambiente vão discutir os resultados e desafios da meta brasileira de desmatamento zero em 2030.
Na mesma data, a Fundação Getulio Vargas e o Centro de Síntese em Mudanças Ambientais e Climáticas vão debater como acelerar a transição energética brasileira para longe dos combustíveis fósseis.
Ainda em 10 de novembro, Fundação Ellen MacArthur, Marcopolo, IndustriAll e WEG participam de um painel sobre descarbonização da indústria e circularidade de baterias.
No Auditório Mutirão Global, o tema dos combustíveis fósseis volta à programação em 14 de novembro, quando a Presidência da COP30 promoverá um evento sobre a implementação do roteiro para a transição para longe dessas fontes de energia.
A agenda de energia também inclui, em 11 de novembro, um debate organizado pela Global Offshore Wind Alliance, pelo Global Wind Energy Council, pela Sustainable Business COP, pela Confederação Nacional da Indústria e pela Green Grids Initiative sobre energia eólica, eletrificação e expansão das redes elétricas.
O financiamento aparece de forma recorrente nos dois auditórios.
Em 13 de novembro, o Ministério da Fazenda terá um painel sobre a implementação do mercado de carbono no Brasil e seus próximos passos.
No dia seguinte, 14 de novembro, o ministério volta à programação ao lado do MMA para discutir mobilização de capitais e reforma de subsídios fiscais como instrumentos para financiar a transformação ecológica.
Também em 13 de novembro, o Banco Interamericano de Desenvolvimento e a Secretaria do Tesouro Nacional vão apresentar aprendizados do Eco Invest Brasil e do FX EDGE, iniciativa relacionada à mobilização de capital privado e proteção cambial.
Na mesma data, a Febraban terá um painel dedicado à inteligência de dados e gestão de riscos, enquanto Anbima e CNseg discutirão financiamento para a ação climática.
Outro debate ligado a financiamento ocorre em 11 de novembro, quando o World Business Council for Sustainable Development, a Sustainable Business COP, o Boston Consulting Group e o Ministério da Agricultura participam de um painel sobre capital internacional para restauração produtiva de terras degradadas.
Agricultura e sistemas alimentares formam outro bloco relevante da programação.
Logo no primeiro dia, 9 de novembro, a ApexBrasil organizará um painel sobre restauração de terras e agricultura resiliente. Na mesma data, FAO, Food and Land Use Coalition e Ministério da Agricultura vão discutir financiamento para sistemas agroalimentares resilientes.
Em 11 de novembro, Embrapa e Programa Cooperativo para o Desenvolvimento Agroalimentar e Agroindustrial Tecnológico do Cone Sul terão um painel sobre pecuária adaptada às mudanças climáticas no Semiárido.
Já em 10 de novembro, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar apresentará os avanços do TERRA, iniciativa voltada à agroecologia e à agrofloresta.
Em 17 de novembro, Instituto Regenera, Instituto Comida do Amanhã, Embrapa, ministérios e organizações ligadas à agroecologia vão discutir a conexão entre transições agroecológicas nacionais e cadeias de valor resilientes ao clima.
A adaptação às mudanças climáticas aparece na programação em diferentes escalas.
Em 12 de novembro, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais terá um painel sobre o uso do mapeamento de risco climático como base para políticas de adaptação.
No mesmo dia, Prefeitura de Niterói, Ipê Soluções Sustentáveis e ICLEI vão apresentar experiências sul-americanas de planos locais de ação climática.
Também em 12 de novembro, Ministério das Cidades, Ministério do Meio Ambiente, C40, Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos e outras organizações discutirão como implementar e financiar medidas locais de adaptação.
O recorte de desigualdade aparece ainda em 12 de novembro, quando Ministério das Cidades e Ministério da Igualdade Racial vão tratar de experiências comunitárias de justiça climática diante do racismo ambiental.
O tema volta no Auditório Mutirão Global em 18 de novembro, em painel sobre periferias urbanas e assentamentos informais sustentáveis e resilientes.
A agenda reserva espaço para grupos que enfrentam impactos desproporcionais das mudanças climáticas e para discussões sobre participação política.
Em 12 de novembro, o PerifaConnection organizará um painel sobre juventudes negras e periferias na ação climática.
Em 14 de novembro, Geledés - Instituto da Mulher Negra vai discutir a participação de comunidades religiosas na agenda climática. No mesmo dia, Universidade de Brasília, Rede Clima e Câmara de Assessoramento Científico do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima abordarão justiça climática e racismo ambiental.
Também em 14 de novembro, o Instituto de Referência Negra Peregum e a Global Afro-Descendant Climate Justice Collaborative vão tratar do reconhecimento dos povos afrodescendentes na governança climática.
Povos indígenas também aparecem em diferentes momentos da agenda. Em 13 de novembro, Ministério dos Povos Indígenas, Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, Forest & Climate Leaders' Partnership e The Nature Conservancy organizarão um painel sobre florestas, posse da terra e metas climáticas.
No dia 14, Instituto Raoni, Federação dos Povos Indígenas do Mato Grosso e Associação Terra Indígena Xingu discutirão a atuação de mulheres indígenas, ciência e defesa territorial em áreas pressionadas pelo desmatamento.
Parte importante da programação do Mutirão Global está estruturada em torno de iniciativas e planos lançados durante a COP30.
Em 10 de novembro, a agenda inclui debates sobre agroecologia, hidrogênio, combustíveis sustentáveis de aviação e transição do carvão.
Em 14 de novembro, a Presidência da COP30 concentrará dois temas de peso: a implementação do roteiro para a transição para longe dos combustíveis fósseis e o Roteiro de Baku a Belém para US$ 1,3 trilhão.
No dia 18 de novembro, a programação inclui discussões sobre proteção social resiliente ao clima, defensores ambientais, raça, gênero e periferias urbanas.
Já em 19 de novembro, último dia da programação brasileira, haverá painéis sobre gestão de riscos, coalizões empresariais para implementação da agenda climática, Climate Weeks e turismo.
Os eventos do Pavilhão Brasil serão realizados diariamente entre 9h e 18h45, no horário local, com duração máxima de uma hora. A programação começa em 9 de novembro e termina em 19 de novembro, um dia antes do encerramento previsto da COP31.
O Pavilhão do Brasil terá 114 eventos oficiais entre 9 e 19 de novembro. As atividades ocorrerão diariamente das 9h às 18h45, no horário local, com duração máxima de uma hora.
As 114 propostas foram selecionadas entre 780 inscrições recebidas em edital organizado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, pela Presidência da COP30 e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos.
Segundo os organizadores, a escolha considerou qualidade técnica, diversidade, potencial de impacto e alinhamento às agendas climáticas.
A programação abordará desmatamento, combustíveis fósseis, transição energética, financiamento climático, mercados de carbono, agricultura, racismo ambiental e adaptação das cidades. Também haverá debates sobre povos indígenas, sistemas alimentares, redes elétricas, justiça climática e proteção social.
O Auditório Belém será dedicado principalmente a experiências e políticas da agenda climática brasileira.
O Auditório Mutirão Global concentrará eventos ligados à Agenda Global de Ação Climática e aos seis eixos definidos a partir do primeiro Balanço Global do Acordo de Paris.