ESG

Parceiro institucional:

logo_pacto-global_100x50

Na Semana do Clima de NY, setor privado brasileiro forma aliança para acelerar soluções climáticas

Após mapearem mais de 800 iniciativas para a Agenda de Ação da COP30, CEBDS, C.A.S.E. e SB COP lançaram uma joint venture com governança própria e foco na implementação

Aliança brasileira é anunciada durante a Semana do Clima de Nova York (Leandro Fonseca/Exame)

Aliança brasileira é anunciada durante a Semana do Clima de Nova York (Leandro Fonseca/Exame)

Sofia Schuck
Sofia Schuck

Repórter de ESG

Publicado em 28 de setembro de 2026 às 17h23.

Última atualização em 28 de setembro de 2026 às 17h26.

Priorizar nos meus resultados Google

Posicionar o Brasil como líder em soluções de impacto em escala para o clima, a natureza e as pessoas.

Essa é a ambição da aliança anunciada durante a Semana do Clima de Nova York entre o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS), por meio do Brasil de Soluções, a Climate Action Solutions & Engagement (C.A.S.E.) e a Sustainable Business COP (SB COP).

As três organizações que representam o setor privado brasileiro estruturam uma joint venture, com governança própria, para transformar conhecimento, inovação e experiências já existentes em resultados concretos na economia real.

A iniciativa funcionará como uma plataforma de implementação e escala, conectando soluções a financiamento, articulação institucional, condições regulatórias e oportunidades de expansão.

A colaboração iniciou durante os preparativos para a COP30 em Belém, quando as organizações apoiaram a presidência brasileira para a construção de uma Agenda de Ação.

O esforço resultou no mapeamento de mais de 800 iniciativas, das quais 144 foram pré-selecionadas para avaliação aprofundada. Os projetos abrangem áreas como agricultura regenerativa, bioenergia, restauração florestal, infraestrutura sustentável, financiamento climático e bioeconomia.

++ Leia mais: Brasil mira COP31 para exportar soluções verdes com protagonismo do setor privado

Segundo as entidades, o processo mostrou a diversidade e a maturidade das soluções desenvolvidas no país, mas também a necessidade de criar mecanismos capazes de apoiar sua implementação. Agora, a parceria evolui da identificação para a ação.

O trabalho será estruturado em duas frentes. A primeira reúne iniciativas já implementadas, com resultados comprovados e potencial de replicação. Nesse caso, o foco será ampliar a visibilidade, mobilizar parceiros estratégicos e criar condições para que sejam adotadas em diferentes regiões e setores da economia.

Já a segunda reúne projetos de elevado potencial de impacto, mas que ainda enfrentam obstáculos para avançar. Para eles, a atuação será voltada à superação dos principais gargalos, como acesso a financiamento, aperfeiçoamentos regulatórios, desenvolvimento de capacidades e articulação em torno de políticas públicas capazes de acelerar a execução.

++ Leia mais: 100 dias para a COP31: o que o setor empresarial brasileiro quer entregar na Turquia

Para a presidente do CEBDS, Marina Grossi, o desafio está em ampliar o alcance do que já existe. "O Brasil já tem bons projetos prontos para avançar", garantiu.

Marcelo Furtado, diretor de sustentabilidade da Itaúsa e à frente da C.A.S.E., que reúne gigantes como Bradesco, Itaúsa, Itaú Unibanco, Natura, Nestlé e Vale, avalia que o país já superou a etapa dos compromissos. "O desafio agora é fazer acontecer", complementou.

A iniciativa contou com o incentivo de Dan Ioschpe, Campeão Climático da COP30 e uma das lideranças da Agenda de Ação da Conferência, que vem apoiando a articulação das empresas.

Ricardo Mussa, Global Chair da SB COP, destaca o papel ativo que o setor privado precisa assumir e o alcance internacional da rede.

"A SB COP nasceu com a convicção de que precisamos ir além da formulação de recomendações e assumir um papel cada vez mais ativo na implementação da agenda climática", destacou, ao reforçar que a parceria também pode conectar experiências brasileiras a outros mercados e trazer aprendizados de fora para o país.

"É assim que transformamos casos de sucesso em soluções de escala e o legado da COP30", concluiu Mussa.

Acompanhe tudo sobre:ESGSustentabilidadeClimaMudanças climáticasCOP31

Mais de ESG

Análise: Depois de Londres, Nova York termina a semana do clima refém do próprio clima

Seis empreendedoras brasileiras são anunciadas como finalistas do Bold Woman Award

Super El Niño pode causar 13 mil mortes no Brasil até fevereiro, diz estudo

Recicle perto de você: encontre as estações que pagam por recicláveis em São Paulo