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Saiba como usar o Pix para compras na Argentina

Banco do Brasil habilitou a função para permitir que brasileiros paguem compras via QR code 

O movimento não deve parar na Argentina. O Banco do Brasil já estuda expandir o "Pix no Exterior" para outros mercados estratégicos na América, Europa e Ásia (Bruno Peres/Agência Brasil)

O movimento não deve parar na Argentina. O Banco do Brasil já estuda expandir o "Pix no Exterior" para outros mercados estratégicos na América, Europa e Ásia (Bruno Peres/Agência Brasil)

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Publicado em 12 de março de 2026 às 20h57.

O ecossistema de pagamentos instantâneos brasileiro deu um passo rumo à internacionalização. Em uma parceria estratégica com o Banco Patagonia, o Banco do Brasil (BB) lançou oficialmente o Pix no exterior, estreando a funcionalidade na Argentina. A solução permite que turistas brasileiros realizem compras em lojas físicas no país vizinho com a mesma simplicidade que utilizam o sistema no Brasil.=

O serviço não é restrito aos clientes do Banco do Brasil: qualquer usuário que possua o Pix habilitado em seu aplicativo bancário brasileiro poderá utilizar a novidade em estabelecimentos credenciados. Desde o início de fevereiro também é possível que lojistas no Brasil realizem vendas para clientes do Banco da Patagônia, com a solução 'QR Pix'.

Segundo o Banco do Brasil, o processo foi desenhado para ser intuitivo e eliminar a necessidade de troca de moeda em espécie ou habilitação prévia de cartões internacionais:

  1. Leitura de QR code: o comerciante argentino apresenta o código (na maquininha ou dispositivo digital).

  2. Escaneamento: o cliente abre o aplicativo de sua instituição financeira brasileira e lê o código.

  3. Confirmação: o usuário confere os dados e o valor. O sistema exibe o custo em reais, pesos e dólares para transparência.

  4. Liquidação: o débito ocorre instantaneamente na conta corrente ou poupança do brasileiro como um Pix comum.

Câmbio e impostos

A operação funciona como uma infraestrutura de câmbio integrada. Por trás da transação, o banco realiza a conversão automática de moedas via APIs (interface de programação de aplicações de programadores).

Como se trata de uma operação de câmbio, incide sobre o valor do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), tributo federal obrigatório para transações internacionais.

A viabilização tecnológica conta com a Coelsa (infraestrutura de pagamentos na América Latina) e uma empresa de solução de cobranças. Segundo Felipe Prince, vice-presidente de Controles Internos e Gestão de Risco do Banco do Brasil, “o lançamento reforça o compromisso da instituição com a inovação e o bem-estar dos brasileiros no exterior". 

O movimento não deve parar na Argentina. O Banco do Brasil já estuda expandir o "Pix no Exterior" para outros mercados estratégicos na América, Europa e Ásia, priorizando regiões com alta densidade de turistas e residentes brasileiros.

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