Empresas estão se preparando para crises climáticas graves em todo o País (AFP/AFP Photo)
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Publicado em 18 de junho de 2026 às 21h46.
O “El Niño” voltou a ser sentido no Oceano Pacífico Ocidental, segundo o Centro de Previsão Climática do NOAA (U.S. National Oceanic and Atmospheric Administration). De acordo com o órgão norte-americano, os efeitos dele serão perceptíveis em todo o globo, principalmente, entre setembro e dezembro deste ano.
Desta vez, com o aviso prévio e alertas sobre os riscos iminentes do El Niño, diversas comunidades estão se adiantando e protegendo suas casas e propriedades de formas físicas, mas também contratuais, com os seguros.
“Mais do que reagir aos impactos, o setor vem ampliando sua capacidade de antecipação, fortalecendo mecanismos de proteção financeira e contribuindo para a construção de uma economia mais resiliente frente aos desafios impostos pelas mudanças climáticas”, explicou André Truzzi, vice-presidente de Transformação e Assistência do Grupo HDI.
Entre abril e maio de 2024, o Estado do Rio Grande do Sul foi afetado diretamente por chuvas fortes que causaram alagamentos e inundações que perduraram por mais de um mês nas principais cidades.
Na ocasião, 95% dos municípios do Estado foram afetados pela chuva. Entre os moradores, 179 pessoas morreram, e quase 600 mil ficaram desabrigados. Na mesma época, uma seca acompanhada de queimadas foi vivida no interior de São Paulo.
“De um lado, é fundamental investir em planejamento, infraestrutura, dados e mecanismos capazes de antecipar riscos e acelerar respostas. De outro, é preciso reconhecer que os impactos desses eventos são vividos por pessoas, famílias e comunidades que enfrentam situações de grande vulnerabilidade. Por isso, a discussão sobre adaptação climática não pode ser apenas operacional ou financeira. Ela precisa considerar também aspectos sociais, como acolhimento, comunicação clara e apoio à reconstrução”, confessou André.
O que fazer para se proteger
Especialistas recomendam que a população realize manutenções preventivas em seus principais bens. Nas casas, que sejam feitas a limpeza de calhas e a revisão de telhados.
Além disso, é sempre importante ficar atento aos avisos de segurança emitidos por órgãos oficiais. Outra recomendação é a criação de uma pasta virtual com todos os documentos importantes em formato digital para facilitar o acesso em momentos de emergência.
“No âmbito securitário, é importante que consumidores e empresas conheçam as coberturas contratadas em suas apólices, bem como eventuais riscos excluídos e condições previstas contratualmente. Também é recomendável manter informações e registros atualizados junto às seguradoras, especialmente em seguros que demandem atualização periódica de dados e bens segurados”, disse a Susep (Superintendência de Seguros Privados) em resposta à Esfera.