Ibovespa: índice sobe com alívio geopolítico sobre a guerra no Irã. (Germano Lüders/Exame)
Repórter de Invest
Publicado em 4 de agosto de 2026 às 10h48.
Última atualização em 4 de agosto de 2026 às 12h52.
O Ibovespa opera em alta de 0,23%, a 178,4 mil pontos às 12h30 (horário de Brasília) nesta terça-feira, 4, após chegar a avançar mais de 1% nos primeiros minutos de negociação. Ao acompanhar o desempenho positivo das bolsas internacionais, o movimento reflete o alívio na guerra no Oriente Médio, além do impulso vindo da temporada de balanços no exterior e no Brasil. Além disso, investidores avaliam novos dados de atividade econômica e inflação.
O dólar comercial opera com alta de 0,52%, cotado a R$ 5,113.
Entre as ações de maior peso, a Vale (VALE3) liderava os ganhos, com alta de 2%. Na ponta negativa, a Petrobras recuava após a forte queda do petróleo no mercado internacional. As ações ordinárias (PETR3) caíam 1%, enquanto as preferenciais (PETR4) cediam 1,14%.
O Itaú Unibanco (ITUB4) caía 0,21%, Bradesco caía 0,56% na ação preferencial (BBDC4) e 0,28% na ordinária (BBDC3). Já o Banco do Brasil (BBAS3) ganhava 0,38%, enquanto BTG Pactual (BPAC11), do mesmo grupo controlador da EXAME, avançava 0,60%.
Entre as maiores altas do pregão, CSN (CSNA3) disparava 5,10%, seguida por CSN Mineração (CMIN3), que subia 2,09%. No lado oposto, Marcopolo (POMO4) liderava as perdas, com queda de 10,43%. Brava Energia (BRAV3) recuava 5%, enquanto Prio (PRIO3) registrava baixa 0,74%.
No cenário doméstico, os investidores repercutem a divulgação da Produção Industrial de junho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que caiu 1,8% na comparação com maio, marcando o segundo resultado negativo consecutivo no ano. Na comparação anual, porém, a indústria cresceu 1,7%. No acumulado de 2026, a alta é de 1,5%, enquanto em 12 meses o avanço chega a 0,7%.
Na agenda de inflação, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), registrou deflação de 0,03% em julho, após alta de 0,18% em junho. Mais tarde, o Tesouro Nacional realiza nesta terça-feira leilões de NTN-B e LFT, e a temporada de balanços ganha força, com resultados de empresas como Itaú, Prio, Gerdau, Raia Drogasil, Iguatemi e C&A.
Os preços do petróleo recuam com força no mercado internacional após sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã. O barril do West Texas Intermediate (WTI) caía 5,86%, a US$ 75,49, enquanto o Brent recuava 4,62%, cotado a US$ 79,93.
O movimento ocorre após o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmar em entrevista que as negociações com o Irã avançam para uma possível reabertura do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio global de energia.
O mercado também aguarda a divulgação dos estoques semanais de petróleo nos Estados Unidos pelo American Petroleum Institute (API).
Em Wall Street, os principais índices operam em alta, impulsionados pelo alívio geopolítico e pelos resultados corporativos. O Dow Jones subia 1,51%, enquanto o S&P 500 avançava 1,33% e o Nasdaq ganhava 1,93%.
As ações de tecnologia lideravam os ganhos, com destaque para a Palantir, que disparava cerca mais de 20% após divulgar resultados acima das expectativas do mercado. McDonald's e Caterpillar também operavam em alta após apresentarem seus balanços trimestrais.
Investidores acompanham ainda a divulgação do relatório Jolts, que mede a abertura de vagas de trabalho nos Estados Unidos, e aguardam a primeira divulgação de resultados da SpaceX como companhia aberta.
As principais bolsas da Europa fecharam em alta, atingindo novas máximas históricas em meio à melhora do sentimento de risco global e resultados corporativos.
Bayer subiu 3,01% após superar as estimativas. Já BP caiu 4,91%, mesmo após lucros acima do esperado, e HSBC, maior componente do índice britânico, cedeu 0,68%, anunciando novo programa de recompra de ações no valor de US$ 1 bilhão.
Em Londres, as mineradoras ajudaram o índice FTSE a se aproximar de novas máximas históricas. A Antofagasta liderou o setor, com alta de 6,85%, seguida por Anglo American, que avançou 5,45%; Rio Tinto subiu 3,16%, Glencore ganhou 2,15% e Endeavour Mining teve alta de 3,38%.
O índice alemão DAX estendeu sua sequência de ganhos para a quarta sessão consecutiva e atingiu novas máximas históricas, acima dos 26.200 pontos.
No fechamento, o FTSE 100, de Londres, subiu 0,22%; o DAX, de Frankfurt, avançou 0,68%; o CAC 40, de Paris, teve alta de 0,61%; o Stoxx 50 ganhou 0,96%, aos 6.488,35 pontos; e o Stoxx 600 subiu 0,77%, aos 657,12 pontos.
Os mercados asiáticos encerraram o pregão desta terça-feira no campo positivo, acompanhando o clima de maior apetite por risco. Na Coreia do Sul, o Kospi liderou os ganhos da região, com alta de 1,62%, enquanto o índice de empresas menores Kosdaq avançou 5,8%.
Na Austrália, o S&P/ASX 200 fechou em alta de 1,4%. Na China continental, o CSI 300 subiu mais de 1%. No Japão, o Nikkei 225 encerrou com valorização de 0,32%.