Economia

Payroll: EUA cria 130 mil empregos em janeiro, acima do esperado

A taxa de desemprego ficou em 4,3%; a estimativa do mercado era de 4,4%

Payroll: em dezembro, país criou 50.000 vagas (Andres Kudacki/Getty Images)

Payroll: em dezembro, país criou 50.000 vagas (Andres Kudacki/Getty Images)

Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 10h38.

Última atualização em 11 de fevereiro de 2026 às 10h55.

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Os Estados Unidos criaram 130 mil vagas de emprego em janeiro, segundo dados do relatório de empregos (payroll) divulgados nesta quarta-feira, 11, pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho (BLS, na sigla em inglês). O número veio acima do registrado em dezembro, quando 50 mil novos postos de trabalho foram criados.

O dado superou a expectativa do mercado, que previa a criação de 65 mil vagas em janeiro, segundo a mediana das estimativas de economistas ouvidos pela Bloomberg.

A taxa de desemprego, por sua vez, ficou em 4,3%, abaixo da estimativa de 4,4%.

Houve um atraso na divulgação do payroll de janeiro após a paralisação parcial do governo americano, que foi encerrada no último dia 3.

O dado ganha ainda mais relevância após uma sequência de indicadores recentes apontarem sinais de alguma fraqueza no mercado de trabalho americano. O levantamento ADP mostrou abertura de 22 mil vagas no setor privado, abaixo das estimativas. As vendas no varejo de dezembro também vieram abaixo do esperado e um relatório separado mostrou que os custos trabalhistas cresceram menos que o previsto no quarto trimestre.

Os números devem influenciar as expectativas em relação aos próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), que segue no radar dos investidores globais. O mercado espera cortes de juros de cerca de 0,6 ponto percentual até dezembro, embora dirigentes da autoridade monetária indiquem que as taxas podem permanecer estáveis por mais tempo.

Setores com maior movimentação em janeiro

O setor de saúde liderou a criação de vagas em janeiro, com a abertura de 82 mil postos, puxada por serviços ambulatoriais (+50 mil), hospitais (+18 mil) e instituições de enfermagem e cuidados residenciais (+13 mil).

A assistência social também teve desempenho positivo, com a criação de 42 mil empregos, principalmente em serviços individuais e familiares (+38 mil).

A construção abriu 33 mil vagas, impulsionada por empreiteiras especializadas em obras não residenciais (+25 mil).

Na outra ponta, o governo federal cortou 34 mil postos em janeiro. Desde o pico registrado em outubro de 2024, o quadro encolheu em 327 mil vagas, uma queda de 10,9%.

As atividades financeiras perderam 22 mil empregos no mês e acumulam redução de 49 mil postos desde o pico recente, em maio de 2025. Dentro do setor, seguradoras e atividades relacionadas eliminaram 11 mil vagas.

Já a indústria, o varejo, a manufatura e outros grandes setores mostraram pouca variação no período.

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