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Irã diz que não deseja escalada do conflito, mas não abrirá mão de soberania

Declaração foi feita pelo embaixador iraniano no Conselho de Segurança da ONU nesta segunda-feira

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 2 de março de 2026 às 20h57.

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O embaixador do Irã nas Nações Unidas, Amir Saeed Iravani, afirmou, nesta segunda-feira, que o país não pretende ampliar o conflito com Estados Unidos e Israel, mas declarou que não abrirá mão de sua soberania. A declaração ocorreu em meio à escalada de tensões após ataques registrados no último sábado.

Em coletiva realizada fora do Conselho de Segurança da ONU, Saeed justificou as ações militares conduzidas por Teerã contra Tel Aviv, Jerusalém e bases americanas em países da região. Segundo ele, os ataques ocorreram como resposta às ofensivas sofridas pelo Irã.

"Nossa resposta é legal, necessária e proporcional. Atacamos apenas alvos militares de forças hostis. Não atacamos civis nem os interesses de Estados vizinhos", afirmou.

O representante iraniano citou princípios do direito internacional para sustentar a posição do país. De acordo com ele, "todos os países têm o dever de não permitir que seu território seja usado para atos de agressão contra outro país".

Saeed também declarou que as ofensivas conduzidas por EUA e Israel ocorreram apesar da inexistência de qualquer "ameaça iminente" por parte do Irã. Ele mencionou que o país mantinha tratativas com Washington sobre o programa nuclear iraniano, classificado por ele como "exclusivamente pacífico".

"Estávamos em discussões diplomáticas sérias, mas, pela segunda vez, os EUA optaram pela força em vez da diplomacia e violaram a Carta da ONU", alegou.

O diplomata mencionou ainda o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, morto nos ataques de sábado. Segundo Saeed, o episódio representou "uma violação flagrante do direito internacional e um ataque direto à igualdade soberana".

Os bombardeios conduzidos por EUA e Israel integram a operação Fúria Épica, ação militar que resultou na morte de Khamenei e de integrantes da liderança militar iraniana. A ofensiva marcou uma das maiores baixas na estrutura de comando do país nos últimos anos.

(Com informações da agência EFE)

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