O que são as subvariantes da ômicron? Entenda as diferenças

XE, BA.1 e BA.2 — aprenda de uma vez por todas o que são as sublinhagens da ômicron, se é necessário se preocupar e o número de casos no Brasil
 (Radoslav Zilinsky/Getty Images)
(Radoslav Zilinsky/Getty Images)
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Laura Pancini

Publicado em 07/04/2022 às 13:18.

Última atualização em 07/04/2022 às 15:17.

Delta, gama e agora subvariantes da ômicron. Na pandemia, pode ser difícil acompanhar e entender o que são as cepas da covid-19 e por que elas continuam aparecendo.

Nesta última semana, a identificada da vez foi a XE, uma sublinhagem da ômicron que parece ser a combinação dela mesma com a BA.2, já registrada anteriormente como uma versão mais transmíssivel da cepa.

Ainda é muito cedo para entender o verdadeiro impacto da XE, mas uma coisa é certa: o surgimento de novas variantes é algo normal e que continuará acontecendo. É natural do vírus querer se multiplicar, mas isso não quer dizer que todas as novas mutações serão mais perigosas ou transmissíveis.

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Por isso, é preciso cautela e esperar as informações oficiais da OMS ou outras agências de saúde. Entenda as diferenças entre a ômicron e suas subvariantes:

XE

Identificada pela primeira vez no Reino Unido em 19 de janeiro, a XE é uma cepa recombinante que mistura os materiais genéticos da BA.1 (ômicron) e a BA.2, subvariante da ômicron.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que ela pode ser cerca de 10% mais transmissível do que a BA.2. Porém, ainda é necessário descobrir se ela é mais contagiosa ou se provoca sintomas mais graves.

Ainda não há informações sobre a eficácia das vacinas contra a XE. Ao todo, mais de 700 casos foram registrados no Reino Unido entre 19 de janeiro e 22 de março. Um caso foi confirmado nesta quinta-feira, 7, no Brasil.

O laudo mostra que o paciente é um homem paulista de 39 anos, que teve a amostra coletada em 7 de março. O caso é importado, isto é, veio de outro país, com “provável origem” da África do Sul, de acordo com o laudo.

BA.1

A BA.1 é o nome dado para a linhagem original da ômicron, que causou um aumento de casos pelo mundo todo entre o final de 2021 e início de 2022 após ser identificada pela primeira vez na África do Sul.

Foram cerca de 2 milhões de casos registrados pelo mundo todo até a data de publicação desta matéria. No Brasil, quase 25 mil casos foram confirmados, de acordo com o site Outbreak Info, banco de dados epidemiológicos com foco em covid. 

Apesar do número gigantesco de casos em um curto período de tempo, a ômicron passou a ser conhecida como uma cepa de sintomas leves, o que não é necessariamente sempre verdade, especialmente para aqueles que não tomaram a vacina.

Estudos indicam que, contra a ômicron, as vacinas são eficazes na prevenção de casos graves e mortes, mas casos leves são mais prováveis de acontecer. Os sintomas incluem febre, coriza, dor de garganta e dor no corpo.

Seja pelo próprio vírus ou pelas altas taxas de vacinação pelo mundo, o número de mortes e casos graves registrados foi menor do que de cepas como a delta.

BA.2

A BA.2 difere de BA.1 em algumas das mutações, inclusive na proteína spike, responsável pela entrada do vírus na célula. Ela é mais difícil de identificar nos testes PCR, pois não tem a presença da mutação H69-V70 presente na ômicron.

Portanto, é necessário um sequenciamento genético para diferenciar a BA.2 de outra subvariante. Isso não impacta no diagnóstico, que ainda vai poder dizer se a pessoa está infectada ou não, e sim no mapeamento feito pela comunidade científica.

Apesar de ter sido detectada inicialmente na Austrália, África do Sul e Canadá, a BA.2 teve um grande número de casos na Dinamarca.

O país é conhecido pelo programa robusto de sequenciamento genético do vírus e, nas primeiras semanas da identificação do vírus, registrou 20 mil casos. Porém, o governo dinamarquês afirmou que não houve diferença em hospitalizações em comparação com a BA.1.

Atualmente, 631.727 casos da BA.2 foram registrados pelo mundo, de acordo com o Outbreak Info. Deste número, 168 são do Brasil.

 

 

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