Ciência

O que é o ciclone extratropical que deve atingir o Brasil nesta semana?

Sistema de baixa pressão deve provocar chuva intensa, temporais, rajadas de até 100 km/h e queda nas temperaturas na Região Sul

Ciclone extratropical: fenômeno é esperado entre quarta e quinta-feira e pode trazer ventos de até 100 km/h (Reprodução: NOAA / NASA)

Ciclone extratropical: fenômeno é esperado entre quarta e quinta-feira e pode trazer ventos de até 100 km/h (Reprodução: NOAA / NASA)

Publicado em 17 de agosto de 2026 às 11h50.

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Um ciclone extratropical deve provocar uma mudança significativa no tempo na Região Sul do Brasil nos próximos dias. Segundo a previsão da Meteored, o sistema começará a se formar entre a noite de quarta-feira, 19, e a madrugada de quinta-feira, 20, trazendo chuva intensa, temporais, rajadas de vento de até 100 km/h em algumas áreas e queda nas temperaturas.

Apesar do nome, esse tipo de ciclone é um fenômeno atmosférico relativamente comum nas latitudes médias do planeta e faz parte da dinâmica natural da atmosfera. Diferentemente dos furacões, ele se forma fora das regiões tropicais e é alimentado pelo contraste entre massas de ar frio e quente.

O que é um ciclone extratropical?

Um ciclone extratropical é uma área de baixa pressão atmosférica que se desenvolve quando massas de ar com temperaturas diferentes se encontram.

Nesse processo, o ar quente sobe enquanto o ar frio avança, favorecendo a formação de nuvens de tempestade, chuvas intensas e ventos fortes. Conforme o sistema se organiza, ele pode provocar mudanças rápidas nas condições do tempo em uma ampla área.

Esse tipo de fenômeno é frequente durante o outono e o inverno no Sul do Brasil, embora também possa ocorrer em outras épocas do ano.

Quando o ciclone deve atingir o Brasil?

Segundo a Meteored, o sistema começará a se desenvolver entre a noite de quarta-feira, 19, e a madrugada de quinta-feira, 20, quando uma área de instabilidade avançará entre a Argentina e o Paraguai.

Na manhã de quinta, uma área de baixa pressão deve estar formada sobre o Rio Grande do Sul, favorecendo chuva forte e possibilidade de tempestades, principalmente nas regiões Oeste, Missões e Central do estado.

Ao longo do dia, as instabilidades devem avançar para outras áreas do Sul do país.

Quais estados serão mais afetados?

Durante a tarde de quinta-feira, a previsão indica aumento do risco de chuva intensa e temporais no norte e na Serra do Rio Grande do Sul, no oeste de Santa Catarina e nas regiões oeste e sudoeste do Paraná.

As rajadas de vento também devem ganhar intensidade, com velocidades entre 50 km/h e 75 km/h em diversas áreas dos três estados. Em alguns pontos, sobretudo próximos ao litoral e durante a atuação mais intensa do sistema, as rajadas podem atingir até 100 km/h, segundo a previsão.

À noite, as instabilidades devem avançar sobre a região central e o sul de Santa Catarina, além do sul do Paraná. No Rio Grande do Sul, a atenção permanece voltada para áreas da Serra, do litoral, da Campanha, do Sul e do Sudeste do estado.

O que acontece após a passagem do ciclone?

Na sexta-feira, 21, o ciclone extratropical deve se deslocar em direção ao oceano, afastando-se do continente.

Ao mesmo tempo, uma massa de ar frio avançará sobre a Região Sul, provocando queda nas temperaturas após a passagem das áreas de instabilidade.

Embora o sistema perca força sobre o continente, seus efeitos ainda poderão ser sentidos com ventos persistentes e tempo mais frio nos estados da região.

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