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Após explosão do Sol, tempestade solar pode atingir a Terra em 2 de outubro; veja os efeitos

Agência dos EUA prevê possibilidade de tempestade geomagnética G1 após ejeção de massa coronal registrada no Sol

Tempestade Solar: previsão não indica interrupções generalizadas de celulares ou internet (Pitris/Getty Images)

Tempestade Solar: previsão não indica interrupções generalizadas de celulares ou internet (Pitris/Getty Images)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 1 de outubro de 2026 às 13h31.

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A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) prevê que uma tempestade geomagnética de nível G1 pode atingir a Terra nesta sexta-feira, 2 de outubro, após uma ejeção de massa coronal registrada em 28 de setembro. O evento pode causar efeitos limitados em satélites e sistemas elétricos, principalmente em altas latitudes, sem impactos cotidianos previstos no Brasil.

Uma tempestade geomagnética pode atingir a Terra nesta sexta-feira, 2 de outubro, após uma ejeção de massa coronal registrada no Sol em 28 de setembro. Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o evento pode alcançar o nível G1, o primeiro de uma escala que vai até G5.

A previsão indica que o material lançado pelo Sol deve chegar à região da Terra após dois dias de condições geomagnéticas mais estáveis. Para esta quarta-feira, 30 de setembro, e quinta-feira, 1º de outubro, a NOAA prevê condições tranquilas.

A possível tempestade está associada a uma ejeção de massa coronal, fenômeno no qual o Sol lança plasma e partículas eletricamente carregadas para o espaço. Quando esse material viaja na direção da Terra, sua interação com o campo magnético do planeta pode provocar alterações temporárias.

O evento não tem relação com o alerta divulgado no fim de agosto. Naquela ocasião, uma explosão solar de classe M6.9, registrada em 25 de agosto, levou a previsões de atividade geomagnética. O episódio já terminou.

O que significa uma tempestade geomagnética G1

A NOAA divide as tempestades geomagnéticas em cinco categorias. O nível G1 corresponde ao primeiro patamar da escala, enquanto o G5 é destinado aos eventos de maior intensidade.

No cenário previsto para sexta-feira, 2, podem ocorrer pequenas alterações em operações de satélites e oscilações em sistemas elétricos, principalmente em regiões de altas latitudes.

Mudanças na atmosfera superior também podem interferir no comportamento de satélites em órbita. Em episódios de maior intensidade, o aumento do drag, arrasto atmosférico que reduz gradualmente a altitude de objetos em órbita baixa, pode exigir ajustes de trajetória por parte dos operadores.

Para um evento G1, no entanto, a previsão apresentada indica efeitos limitados.

Celulares e internet podem ser afetados?

A classificação atual não aponta para interrupções generalizadas de telefonia celular ou internet. Uma tempestade geomagnética G1, por si só, não significa que smartphones ou redes móveis deixarão de funcionar.

Alguns serviços podem depender de infraestruturas que sofrem influência da atividade espacial, entre elas satélites e sistemas de GPS, sigla em inglês para Sistema de Posicionamento Global. No nível previsto, eventuais alterações tendem a se concentrar principalmente em latitudes mais elevadas.

Também não há, com base na previsão apresentada, indicação de um apagão generalizado de internet provocado pelo fenômeno.

Apagões de rádio são fenômenos diferentes

As comunicações por rádio também fazem parte do monitoramento da atividade solar, mas os apagões desse tipo não devem ser confundidos diretamente com a tempestade geomagnética prevista para sexta-feira.

A tempestade ocorre quando partículas e plasma provenientes do Sol interagem com o campo magnético terrestre. Os apagões de rádio, por outro lado, podem ocorrer após explosões solares, quando a radiação emitida pelo Sol alcança a Terra.

Entre 30 de setembro e 2 de outubro, a NOAA calcula uma probabilidade diária de 10% para apagões de rádio entre os níveis R1 e R2 decorrentes de uma nova explosão solar.

No mesmo intervalo, a possibilidade estimada de uma tempestade de radiação solar de nível S1 ou superior é de 1%.

Há previsão de impactos no Brasil?

Os efeitos de tempestades geomagnéticas costumam ser mais perceptíveis em áreas próximas aos polos. Por esse motivo, a previsão atual não aponta para alterações no funcionamento cotidiano de celulares, redes elétricas ou internet no Brasil associadas ao evento G1.

Em regiões de latitudes mais altas, a atividade geomagnética também pode modificar a área na qual as auroras são observadas.

A intensidade efetiva do fenômeno, porém, depende das características do material solar quando ele alcança a Terra. Velocidade, densidade e orientação do campo magnético transportado pelas partículas influenciam a interação com a magnetosfera terrestre.

Como uma tempestade geomagnética se forma

O Sol libera continuamente partículas que formam o chamado vento solar. Em determinados episódios, também pode expelir grandes volumes de plasma e campos magnéticos por meio de ejeções de massa coronal.

Caso uma dessas nuvens viaje em direção à Terra, o material pode alcançar a magnetosfera, região dominada pelo campo magnético terrestre. Dependendo das propriedades da ejeção, essa interação pode desencadear uma tempestade geomagnética.

Eventos desse tipo são monitorados por causa dos possíveis efeitos sobre satélites, sistemas de navegação, comunicações por rádio e redes de energia. Para o fenômeno previsto para sexta-feira, 2 de outubro, a classificação indicada no material fornecido é G1, primeiro nível da escala utilizada pela NOAA.

'Perguntas frequentes'

Quando a tempestade geomagnética pode atingir a Terra? +

A tempestade geomagnética pode atingir a Terra nesta sexta-feira, 2 de outubro, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA). O evento está associado a uma ejeção de massa coronal registrada no Sol em 28 de setembro.

O que significa uma tempestade geomagnética G1? +

O nível G1 é o primeiro da escala de tempestades geomagnéticas da NOAA, que vai até G5. Essa classificação indica um evento com efeitos limitados, como pequenas alterações em operações de satélites e oscilações em sistemas elétricos, sobretudo em altas latitudes.

A tempestade geomagnética pode afetar celulares e internet? +

A previsão não indica interrupções generalizadas de telefonia celular ou internet. Eventuais alterações podem afetar infraestruturas como satélites e sistemas de GPS, principalmente em latitudes mais elevadas.

A tempestade geomagnética terá impactos no Brasil? +

A previsão atual não aponta alterações no funcionamento cotidiano de celulares, redes elétricas ou internet no Brasil. Os efeitos de tempestades geomagnéticas costumam ser mais perceptíveis em regiões próximas aos polos.

Tempestades geomagnéticas e apagões de rádio são o mesmo fenômeno? +

Não. Tempestades geomagnéticas resultam da interação de plasma e partículas solares com o campo magnético terrestre, enquanto apagões de rádio podem ocorrer quando a radiação de explosões solares alcança a Terra.

Qual é a probabilidade de apagões de rádio e tempestades de radiação solar? +

Entre 30 de setembro e 2 de outubro, a NOAA calcula probabilidade diária de 10% para apagões de rádio entre os níveis R1 e R2. No mesmo período, a possibilidade estimada de uma tempestade de radiação solar de nível S1 ou superior é de 1%.

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