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O que é anemia hemolítica, condição que levou à morte o rei Harald V?

Condição autoimune faz o organismo destruir glóbulos vermelhos e pode causar fadiga, falta de ar, palidez e icterícia

Rei Harald V: monarca da Noruega morreu aos 89 anos após apresentar complicações de saúde (ise Åserud / NTB / AFP)

Rei Harald V: monarca da Noruega morreu aos 89 anos após apresentar complicações de saúde (ise Åserud / NTB / AFP)

Publicado em 28 de agosto de 2026 às 13h22.

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O rei Harald V, da Noruega, morreu aos 89 anos nesta sexta-feira, 28, após ser internado por complicações de saúde. Entre as condições associadas ao quadro estava a anemia hemolítica, doença em que os glóbulos vermelhos são destruídos antes de completar seu ciclo normal de vida.

Segundo o Manual MSD, os eritrócitos costumam permanecer na circulação por cerca de 120 dias. Na anemia hemolítica, porém, essas células são destruídas de forma prematura. Quando a medula óssea não consegue compensar essa perda, surge a anemia.

A doença pode ter diferentes causas e mecanismos. Entre eles estão alterações do sistema imunológico, infecções, medicamentos e problemas próprios dos glóbulos vermelhos. No caso da anemia hemolítica autoimune, o sistema imunológico produz anticorpos que atacam as próprias células sanguíneas.

Como a anemia hemolítica afeta o sangue

Os glóbulos vermelhos, também chamados de eritrócitos, transportam oxigênio pelo organismo. Quando são destruídos mais rapidamente do que conseguem ser repostos, os níveis de hemoglobina podem cair.

A destruição dessas células é chamada de hemólise. Ela pode ocorrer principalmente no baço e no fígado, em um processo chamado hemólise extravascular, ou diretamente dentro dos vasos sanguíneos, caracterizando a hemólise intravascular.

A anemia hemolítica também pode ser aguda, crônica ou ocorrer em episódios. A intensidade dos sintomas depende da velocidade e do grau de destruição dos glóbulos vermelhos.

Quais são os sintomas

Os sinais podem se parecer com os observados em outros tipos de anemia. Entre os sintomas descritos pelo Manual MSD estão:

  • fadiga;
  • fraqueza;
  • tontura;
  • palidez;
  • falta de ar;
  • icterícia, que deixa a pele e a parte branca dos olhos amareladas.

Em alguns casos, também pode ocorrer aumento do baço. Nas crises hemolíticas mais intensas, podem aparecer febre, calafrios, dores abdominal e lombar e alterações na coloração da urina.

Como a anemia hemolítica é diagnosticada

A investigação costuma começar com exames de sangue. Entre os testes utilizados estão o hemograma, a contagem de reticulócitos, a dosagem de bilirrubina, lactato desidrogenase (LDH) e haptoglobina.

O chamado teste direto da antiglobulina, ou Coombs direto, também pode ser usado quando existe suspeita de anemia hemolítica autoimune. O exame verifica se há anticorpos ou componentes do sistema complemento ligados à superfície dos glóbulos vermelhos.

Como é feito o tratamento

O tratamento depende da causa e do mecanismo responsável pela destruição dos glóbulos vermelhos. Nas formas autoimunes causadas por anticorpos quentes, por exemplo, os glicocorticoides podem ser utilizados inicialmente.

Em determinadas situações, podem ser necessárias transfusões ou outros tratamentos. Na doença por crioaglutininas, uma das medidas é evitar a exposição ao frio.

Harald V estava internado no Rikshospitalet desde 17 de agosto. Segundo informações do Palácio Real da Noruega, o monarca recebia tratamento para anemia hemolítica e também passou a receber antibióticos após uma infecção bacteriana na corrente sanguínea.

O rei chegou ao trono em 1991, após a morte de seu pai, Olav V. Harald V permaneceu como monarca por mais de três décadas, até morrer aos 89 anos.

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