Ciência

Tempestade solar chega à Terra e pode transformar o céu em espetáculo de luzes com auroras boreais

Explosão solar de classe M6.9 lançou uma ejeção de massa coronal que pode atingir a Terra e provocar efeitos em sistemas de comunicação, energia e satélites

Tempestade geomagnética prevista para os próximos dias é resultado de uma explosão no Sol registrada em 25 de agosto. (Pitris/Getty Images)

Tempestade geomagnética prevista para os próximos dias é resultado de uma explosão no Sol registrada em 25 de agosto. (Pitris/Getty Images)

Mateus Omena
Mateus Omena

Repórter

Publicado em 27 de agosto de 2026 às 11h32.

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Uma explosão solar de classe M6.9 registrada em 25 de agosto provocou uma ejeção de massa coronal (EMC), fenômeno que pode lançar partículas carregadas do Sol em direção à Terra e causar uma tempestade geomagnética nos próximos dias.

A previsão da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) indica a possibilidade de impactos de intensidade entre baixa e moderada. O órgão emitiu um alerta para uma tempestade geomagnética de nível G1, considerado menor, para esta quarta-feira, 27, e de nível G2, classificado como moderado, para os dias 28 e 29.

A escala de tempestades geomagnéticas varia de G1, menor intensidade, até G5, nível extremo. A classificação considera os efeitos causados pela interação entre as partículas solares e o campo magnético da Terra.

A explosão registrada no Sol pertence à classe M, categoria que representa eventos de intensidade moderada. O número associado à letra indica a força relativa da erupção: quanto maior o valor, maior a intensidade do fenômeno dentro daquela categoria.

A chegada das partículas solares pode provocar alterações temporárias no ambiente espacial, com possíveis impactos em redes elétricas, sistemas de comunicação e satélites em órbita baixa da Terra.

Possíveis efeitos da tempestade solar

Durante tempestades geomagnéticas, um dos efeitos mais conhecidos é o surgimento de auroras em regiões onde esses fenômenos costumam ser menos frequentes. As luzes no céu podem aparecer em áreas mais ao sul do planeta, dependendo da intensidade da atividade solar.

Sistemas elétricos localizados em altas latitudes podem registrar oscilações de tensão e alertas operacionais. Também pode ocorrer aumento do arrasto atmosférico em satélites de baixa órbita, o que altera a resistência encontrada por esses equipamentos durante o movimento ao redor da Terra.

As comunicações por rádio podem apresentar instabilidades durante o evento. Astronautas em missões espaciais também precisam seguir protocolos de proteção contra a radiação solar, que pode representar risco em determinadas condições.

Como funcionam as erupções solares?

As erupções solares são eventos recorrentes relacionados à atividade magnética do Sol. Elas ocorrem com maior frequência durante períodos de maior atividade da estrela, que segue um ciclo médio de aproximadamente 11 anos.

Durante esse ciclo, o campo magnético solar passa por mudanças que provocam fenômenos como o aparecimento de manchas solares e explosões na superfície do astro.

As erupções solares são classificadas em cinco categorias principais: A, B, C, M e X, sendo a classe X a mais intensa e com maior potencial de provocar impactos em sistemas espaciais e comunicações terrestres.

A classe X representa as explosões mais fortes. Seus valores podem variar de X1 a níveis superiores, como X2 e X3, indicando diferenças de intensidade dentro da mesma categoria.

A classe M corresponde a eventos intermediários, capazes de causar interrupções temporárias em comunicações por rádio e gerar auroras.

A classe C reúne explosões menores, com poucos efeitos perceptíveis na Terra. As classes B e A representam eventos ainda mais fracos, com impacto reduzido ou inexistente para o planeta.

Classificação das erupções solares

  • Classe X: são as mais intensas e podem afetar comunicações, satélites e gerar auroras mais fortes. A escala varia de X1 a valores superiores.
  • Classe M: possuem intensidade média e podem causar interrupções curtas em sinais de rádio e provocar auroras.
  • Classe C: são menores e apresentam efeitos limitados.
  • Classe B: têm intensidade dez vezes inferior às explosões da classe C.
  • Classe A: são dez vezes menores que as da classe B e não apresentam consequências relevantes para a Terra.
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