Eclipse lunar parcial: Moradores de diferentes países acompanharam a passagem da Lua pela sombra da Terra durante a madrugada. (Isaac Fontana/EFE)
Repórter
Publicado em 28 de agosto de 2026 às 10h49.
Última atualização em 28 de agosto de 2026 às 10h51.
Eclipse lunar parcial virou atração na madrugada desta sexta-feira, 28, para quem decidiu trocar algumas horas de sono por uma espiada no céu. Moradores de diferentes partes do mundo acompanharam a Lua “sumir” aos poucos enquanto passava pela sombra da Terra.
O espetáculo começou às 22h24 de quinta-feira, 27, pelo horário de Brasília. Às 23h34, teve início a fase parcial, quando o escurecimento do satélite passou a ficar mais evidente.
O ponto máximo do eclipse ocorreu à 1h13, momento em que a Lua atingiu o maior grau de obscurecimento. Para quem conseguiu vencer o sono até o fim, o fenômeno se encerrou às 4h02.
A curiosidade não ficou restrita aos brasileiros. O eclipse pôde ser visto em toda a América do Sul e América Central e em grande parte da América do Norte. Regiões do oeste da Europa e da África também ficaram dentro da faixa de observação.
No Brasil, não foi preciso escolher um endereço privilegiado para procurar a Lua no céu: o fenômeno pôde ser acompanhado nas cinco regiões do país. De norte a sul, quem encontrou condições de observação teve a chance de acompanhar o eclipse durante a madrugada.
Eclipse lunar parcial visto do Planetário do Parque do Carmo, na zona leste de São Paulo. (Isaac Fontana/EFE) (Isaac Fontana/EFE)
Um eclipse lunar parcial é visível sobre o Castelo de Halic, perto da vila de Halic, no sul da Eslováquia, na madrugada de 28 de agosto de 2026. (EFE/EPA/PETER KOMKA HUNGARY OUT) (EPA/PETER KOMKA HUNGARY OUT/EFE)
Um eclipse lunar parcial é visto sobre Dakar, Senegal, 28 de agosto de 2026. Durante um eclipse lunar parcial, a sombra da Terra cobre partes da Lua. (EFE/EPA/JEROME FAVRE) (EPA/JEROME FAVRE/EFE)
Fotografia que mostra a lua cheia durante o eclipse lunar parcial em julho, na Cidade da Guatemala. (EFE/Mariano Macz) (Mariano Macz/EFE)
Fotografia que mostra a lua cheia durante o eclipse lunar parcial em julho, em Buenos Aires, na Argentina. (EFE/Juan Ignacio Roncoroni) (Juan Ignacio Roncoroni/EFE)
Fotografia que mostra a lua cheia durante o eclipse lunar parcial em julho, em Tegucigalpa, em Honduras. (EFE/Gustavo Amador) (Gustavo Amador/EFE)
Em 2027, estão previstos dois eclipses lunares, mas ambos serão do tipo penumbral, fenômeno no qual a alteração no brilho da Lua é discreta e pode ser pouco perceptível sem equipamentos.
O Brasil terá novamente a oportunidade de acompanhar um eclipse lunar total, com a Lua adquirindo uma tonalidade avermelhada, apenas na noite entre 25 e 26 de junho de 2029.
A sombra terrestre possui duas regiões principais: a penumbra, parte externa que ainda recebe alguma iluminação, e a umbra, área interna onde a luz direta do Sol não chega.
Quando a Lua entra na umbra, a atmosfera da Terra dispersa principalmente os comprimentos de onda mais curtos da luz, como o azul. Já os tons avermelhados, que possuem ondas mais longas, conseguem atravessar a atmosfera e alcançar a superfície lunar.
A intensidade da coloração depende das condições atmosféricas no momento do eclipse. A presença de partículas na atmosfera pode alterar a aparência final do satélite.
Um eclipse acontece quando Sol, Terra e Lua ficam alinhados em uma configuração que permite a projeção da sombra de um corpo celeste sobre outro. A ocorrência depende da posição dos astros, da inclinação da órbita lunar e da fase da Lua no momento do alinhamento.
Existem dois tipos principais de eclipse: o solar e o lunar. O eclipse solar ocorre quando a Lua passa entre o Sol e a Terra durante a fase nova, bloqueando parte ou toda a luz solar que chega ao planeta.
No eclipse lunar, a configuração se inverte: a Terra fica entre o Sol e a Lua, fazendo com que a sombra do planeta seja projetada sobre o satélite natural durante a fase cheia.
Esse fenômeno ocorre apenas entre Terra e Lua no Sistema Solar porque o tamanho aparente da Lua no céu permite que ela cubra o disco solar em determinadas condições. Outros satélites naturais não apresentam essa mesma relação visual com suas estrelas.