Ciência

Missão Artemis II da Nasa deixa órbita da Terra rumo à Lua

Missão da Nasa retoma voos tripulados ao satélite após mais de 50 anos e testa retorno humano previsto para 2028

Nasa: astronautas querem chegar à órbita da Lua  (SM/PA Images /Getty Images)

Nasa: astronautas querem chegar à órbita da Lua (SM/PA Images /Getty Images)

Publicado em 3 de abril de 2026 às 07h56.

A missão Artemis II deixou a órbita da Terra nesta quinta-feira, 3, após quase 24 horas, e iniciou trajetória em direção à Lua. A manobra foi realizada às 23h49 GMT, com queima de motores por cerca de seis minutos.

A nave Orion ganhou impulso suficiente para seguir rumo ao satélite natural, marcando a primeira missão tripulada com esse objetivo desde o fim do programa Apollo, em 1972.

A tripulação é formada pelos americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, além do canadense Jeremy Hansen.

Trajetória sem retorno imediato

A missão segue uma rota que utiliza a gravidade da Lua para retornar à Terra. Após o início do impulso principal, não há possibilidade de retorno direto sem completar o trajeto.

A nave deve levar entre três e quatro dias para alcançar a Lua, localizada a mais de 384.000 quilômetros da Terra. A distância é cerca de 1.000 vezes maior que a da Estação Espacial Internacional (ISS).

Os astronautas não pousarão no satélite. A missão prevê uma órbita ao redor da Lua, incluindo passagem pelo lado oculto, antes do retorno à Terra previsto para o dia 10.

Testes e objetivos

Durante as primeiras 24 horas, a tripulação realizou testes para validar sistemas da nave, que nunca havia transportado humanos. Um problema técnico no sistema de banheiro foi registrado e solucionado.

Os trajes utilizados funcionam como sistemas de sobrevivência, mantendo oxigênio, temperatura e pressão por até seis dias em caso de falha na cabine.

O programa Artemis, que já custou dezenas de bilhões de dólares, busca viabilizar o retorno de astronautas à superfície lunar em 2028.

A Nasa planeja estabelecer uma base no polo sul da Lua e utilizar as missões como preparação para futuras viagens a Marte.

O projeto ocorre sob pressão internacional, com a China também planejando uma missão tripulada ao satélite até 2030.

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