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Guerra chega a 35 dias com pressão sobre Ormuz e novos ataques em Israel

Irã amplia ofensiva, atinge aliados dos EUA e pressiona comércio

Guerra no Oriente Médio: conflito chega a 35 dias  ( AFP/Getty Images)

Guerra no Oriente Médio: conflito chega a 35 dias ( AFP/Getty Images)

Publicado em 3 de abril de 2026 às 07h43.

A guerra no Oriente Médio entrou no 35º dia nesta sexta-feira, 3, com expansão dos ataques para países do Golfo. O Kuwait informou ter interceptado mísseis e drones, com explosões resultantes da ação da defesa aérea.

O Irã também lançou mísseis de longo alcance contra Tel Aviv e Eilat, segundo a Guarda Revolucionária. O Exército de Israel ativou sistemas de defesa para interceptação.

Os ataques iranianos atingiram ainda Emirados Árabes Unidos e Bahrein, além de alvos ligados a empresas americanas. Data centers da Oracle e da Amazon foram citados como alvos em Dubai e no Bahrein.

Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump afirmou que infraestruturas iranianas foram atingidas, incluindo a destruição da ponte B1 em Karaj, a cerca de 35 quilômetros de Teerã. O governo americano também ameaçou novos ataques a pontes e usinas elétricas.

No Iraque, um ataque com drones contra um centro logístico dos EUA no aeroporto de Bagdá provocou incêndio, segundo fontes de segurança.

O porta-aviões USS Gerald R. Ford deixou a Croácia após cinco dias, sem destino informado. A embarcação participou da campanha aérea contra o Irã.

Pressão global e risco econômico

Cerca de 40 países pediram a reabertura imediata do Estreito de Ormuz, rota por onde transitavam 20% do petróleo e gás mundial antes da guerra. O grupo discutiu possíveis sanções contra o Irã.

O Conselho de Cooperação do Golfo solicitou à ONU autorização para uso da força para reabrir o estreito. O tema enfrenta resistência de membros do Conselho de Segurança, incluindo Rússia, China e França.

A tensão elevou os preços do petróleo. O barril do Brent ultrapassou 109 dólares na quinta-feira.

A China afirmou que ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã violam o direito internacional.

Nova frente no Líbano

No Líbano, o grupo Hezbollah lançou projéteis contra Israel. O conflito no país já levou mais de um milhão de pessoas a deixarem suas casas.

O Exército israelense declarou ter atingido mais de 3.500 alvos e eliminado quase 1.000 combatentes do Hezbollah em um mês.

A diretora da Organização Internacional para as Migrações (OIM), Amy Pope, alertou para risco de deslocamento em massa prolongado, com áreas do sul do Líbano completamente destruídas.

A guerra, iniciada em 28 de fevereiro após bombardeios de Estados Unidos e Israel contra o Irã, já provocou milhares de mortos e segue sem perspectiva de cessar-fogo.

*Com informações de AFP

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