Lua: nova cratera de 225 metros foi identificada após impacto recente detectado por sonda da Nasa (Montagem/Exame/Getty Images)
Redatora
Publicado em 3 de abril de 2026 às 06h26.
Uma nova cratera gigante foi identificada na superfície da Lua após um impacto raro que, segundo cientistas, ocorre apenas uma vez a cada 139 anos. A formação tem cerca de 225 metros de largura — equivalente a dois campos de futebol — e foi detectada em imagens recentes de monitoramento lunar.
A descoberta foi feita a partir de registros da Lunar Reconnaissance Orbiter, da Nasa, que acompanha mudanças na superfície lunar desde 2009, e publicado na revista científica Science News.
A cratera se formou entre abril e maio de 2024 e chama atenção pelo tamanho incomum. Segundo o cientista Mark Robinson, esse tipo de evento é extremamente raro.
A estrutura apresenta cerca de 43 metros de profundidade e bordas íngremes, indicando que o impacto ocorreu em uma região de material resistente, como lava solidificada.
A formação foi identificada durante uma análise de rotina das imagens captadas pelo orbitador lunar. A região onde a cratera surgiu fica na transição entre áreas montanhosas e planícies formadas por antigos fluxos de magma.
Além da cavidade principal, os cientistas observaram material ejetado — poeira e rochas — espalhado por centenas de metros ao redor, com vestígios detectados a até 120 quilômetros de distância.
Modelos científicos indicam que crateras desse porte são formadas, em média, uma vez a cada 139 anos. Isso torna a descoberta ainda mais relevante para o estudo da dinâmica de impactos no Sistema Solar.
Até então, uma das maiores crateras recentes identificadas pela missão tinha cerca de 70 metros de largura, o que evidencia a dimensão incomum do novo registro.
O evento também levanta preocupações sobre futuras missões tripuladas à Lua. Fragmentos lançados durante impactos podem viajar a altas velocidades e atingir estruturas a grandes distâncias.
Segundo os pesquisadores, qualquer base lunar precisará ser projetada para resistir a partículas que podem se deslocar a cerca de 1 km por segundo.