Insetos gigantes: altos níveis de oxigênio favoreceram o surgimento de espécies colossais (Imagem gerada por IA/EXAME)
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Publicado em 17 de junho de 2026 às 15h56.
Muito antes do surgimento dos dinossauros e dos mamíferos modernos, a Terra foi habitada por insetos e artrópodes gigantes que hoje parecem saídos da ficção científica. Alguns possuíam asas com mais de 70 centímetros de envergadura, enquanto outros ultrapassavam dois metros de comprimento e dominavam florestas úmidas há centenas de milhões de anos.
O gigantismo tornou-se especialmente marcante entre alguns artrópodes no período Carbonífero e no Permiano.
O fenômeno foi associado durante décadas aos níveis elevados de oxigênio da atmosfera, mas pesquisas recentes indicam que esse fator, sozinho, não explica as dimensões alcançadas por esses animais.
Embora não fosse um inseto propriamente dito, mas um artrópode aparentado aos atuais piolhos-de-cobra e centopeias, a Arthropleura ocupa o topo desta lista.
A Arthropleura é considerada o maior artrópode terrestre já descoberto. Fósseis indicam que podia atingir cerca de 2,5 metros de comprimento e mais de 50 centímetros de largura.A espécie viveu entre 344 milhões e 290 milhões de anos atrás em áreas pantanosas cobertas por extensas florestas. Apesar do tamanho impressionante, acredita-se que se alimentasse principalmente de matéria vegetal.
A ausência de grandes vertebrados terrestres e os elevados níveis de oxigênio da época podem ter favorecido seu gigantismo.

A Meganeuropsis é frequentemente apontada como o maior inseto voador da história.
Pertencente a um grupo extinto chamado Meganisoptera — popularmente conhecido como "grifinhas" (griffinflies) —, ela era parente distante das libélulas modernas, mas não uma libélula propriamente dita. Sua envergadura podia chegar a aproximadamente 75 centímetros.
O animal viveu durante o período Permiano, há cerca de 300 milhões de anos, e era um predador aéreo capaz de capturar outros insetos em pleno voo.
Seu porte era tão impressionante que suas asas abertas tinham largura semelhante à de algumas aves atuais.

Muito semelhante à Meganeuropsis, a Meganeura também pertenceu à ordem Meganisoptera e viveu durante o Carbonífero, alcançando entre 65 e 70 centímetros de envergadura.
Por décadas, tornou-se um dos símbolos mais conhecidos do gigantismo dos insetos pré-históricos.
Os fósseis encontrados na Europa revelam que se tratava de um dos principais predadores dos céus da época, ocupando um papel ecológico comparável ao das atuais aves de rapina.
A Titanomyrma gigantea viveu há aproximadamente 50 milhões de anos e representa a maior espécie de formiga conhecida pela ciência.
As rainhas podiam atingir cerca de 7 centímetros de comprimento e apresentar asas com até 15 centímetros de envergadura.
Os fósseis foram encontrados na América do Norte e na Europa, sugerindo que esses insetos conseguiram se dispersar entre continentes durante períodos de clima excepcionalmente quente.
A descoberta também ajudou pesquisadores a reconstruir as condições climáticas do passado.
O Gigatitan pertenceu a um grupo extinto conhecido como Titanoptera, formado por grandes insetos predadores que viveram durante o período Triássico.
Embora seja frequentemente comparado aos gafanhotos modernos por sua aparência, o Gigatitan não era um gafanhoto. Ele ocupava um nicho ecológico bastante diferente: era um predador ativo, com pernas dianteiras adaptadas para capturar presas de forma semelhante aos atuais louva-a-deus.
Suas asas podiam alcançar aproximadamente 40 centímetros de envergadura, tornando-o um dos maiores insetos de sua época. Estudos indicam que, mais do que voar ativamente, ele provavelmente planava.
O Mazothairos fazia parte dos Palaeodictyoptera, um grupo extinto de insetos que não possui representantes vivos atualmente. Suas asas chegavam a cerca de 55 centímetros de envergadura.
Assim como outros gigantes do Carbonífero, viveu em um mundo dominado por extensas florestas pantanosas e altos níveis de oxigênio atmosférico. Seu tamanho o colocava entre os maiores insetos voadores já registrados.
A Makarkinia viveu no Cretáceo Inferior, há cerca de 110 milhões de anos, e integrava uma família extinta de neurópteros aparentada às crisopas atuais.
Algumas espécies possuíam asas cujo comprimento estimado chegava a 16 centímetros, o maior já proposto para um representante vivo ou extinto da ordem Neuroptera.
Fósseis também revelam grandes manchas circulares nas asas, semelhantes a olhos, que podem ter ajudado a confundir predadores.